A margem do programa “Boletim Informativo” transmitido por esta estação emissora no dia 21 de Abril, em assuntos antes da ordem do dia ocorreu “apenas um” avançou Ana Rocha, Vereadora da Câmara Municipal de Vila Viçosa.

Segundo a Vereadora um “incidente que terá ocorrido no período da manhã da passada quinta-feira (20 de Abril)” em que o vereador do MUC Inácio Esperança “alegadamente terá abordado uma funcionária da Câmara no sentido de lhe pedir que fosse ligada a luz do salão Nobre”.

Posteriormente terá sido comunicado ao Presidente da Câmara Municipal pela da funcionária interveniente que o vereador sem pelouros Inácio Esperança “terá, alegadamente, dirigido á funcionária de uma forma menos correta, intimidatória e com uma postura que não terá sido a aceitável”, e terá “alegadamente pegado no braço da funcionária no sentido de a conduzir ao local onde estava o interruptor”, acrescentou a vereadora já no final das suas declarações.

Quanto á funcionária, “terá respondido ao senhor Vereador que essa tarefa não fazia parte dos seus conteúdos funcionais” e “ter-se-á disponibilizado para chamar a funcionária de limpeza” para que a tarefa fosse concluída.

O assunto foi já apresentado em reunião de Câmara, ao qual Inácio Esperança “contrariou os factos”, no entanto foi deliberado que o assunto fosse encaminhado para os serviços jurídicos.

Inácio Esperança, vereador sem pelouros, veio agora a público falar com à Rádio Campanário em torno do sucedido e começou por afirmar “tudo isso é ficção”.

“Apenas fiz uma pergunta, quem é que ligava a luz do salão onde eu atendo os munícipes”, mencionou Inácio Esperança e segundo o mesmo “a funcionária respondeu-me que não estava no seu conteúdo funcional”, referindo também, “estamos a falar da funcionária Jacinta, que é secretária dos Vereadores ou do senhor Presidente”.

“Ao que parece a Câmara manda para Ministério Público, é mais um processo, dos tantos, que este senhor coloca a toda a gente só porque sim ou porque lhe apetece” mencionou o militante do MUC, referindo que aguardará “muito serenamente” e afirma ainda esperar que “dentro de pouco tempo este assunto esteja resolvido com a saída desse senhor da Câmara Municipal”.

Sobre o alegado toque no braço da funcionária diz, “toquei-lhe no braço porque a senhora se dirigiu a mim a cumprimentar-me” e terminou por dizer que “em primeiro, espero ser acusado, o que eu acho que não vai acontecer” e “vou-me defender com a verdade e tenho a testemunha do Vereador Viegas”, mencionando.

Beja é o distrito que acolhe a maior densidade populacional da comunidade cigana, ou seja, mais indivíduos relativamente à população geral. Recentemente foram lançados dados que apontam para o dobro de indivíduos desta comunidade, residente no concelho alentejano, face aos oficialmente registados.

Prudêncio Canhoto, Mediador Municipal de Beja, da Associação de Mediadores Ciganos de Portugal (AMEC), falou com a Rádio Campanário, sobre a realidade vivida pela comunidade cigana, no concelho de Beja.

Os dados oficialmente divulgados pela Segurança Social, através do ACM, não estavam, no seu parecer, corretos. Procedeu então à realização de “um levantamento do concelho de Beja, para ver quantos ciganos havia”, deparando-se com 1106 indivíduos de etnia cigana, distribuídos por cerca de 5 acampamentos, ao invés dos 650 indivíduos contabilizados nos estudos.

Ambiciona expandir o seu estudo, quando tiver possibilidade para tal, a todo o distrito de Beja e a toda a região alentejana.

Verificando bastante discriminação para com a sua comunidade, Prudêncio Canhoto, lamenta que haja “muita pessoa que fala da comunidade cigana, sem terem noção”.

Declara que existem vários membros da sua comunidade “a viver em péssimas condições”.

Os bairros sociais cedidos pelo município de Beja, encontram-se esgotados na sua totalidade, havendo cerca de 350 pessoas distribuídas pelas 50 casas disponibilizadas.

A criação destes bairros, gera também um certo nível de discriminação, ao concentrar toda a comunidade cigana no mesmo local, e afastada da população em geral, considera.

“Muitas vezes vão à procura de arrendamento, e por serem ciganos”, não o conseguem obter, vendo-se obrigados à construção de acampamentos.

“Fui dar com acampamentos, onde há pessoas que têm filhos à escola, e não têm pinga de água” em casa, para beber ou para a higiene, encontrando-a apenas a cerca de 3kms de distância.

Lamentando o facto de as pessoas que não o conhecem não lhe darem valor, simplesmente devido à sua etnia, confessa que “não é fácil ser cigano”.

A generalização e o preconceito, considera, estão na origem desta discriminação. “O grande problema é porem tudo no mesmo saco, porque dentro da comunidade cigana há de tudo um pouco”, há quem faça o mal, mas também existe quem faça o bem.

Confessando que “às vezes até dá vontade de desistir”, o Mediador Municipal de Beja da AMEC, convida as pessoas a ir ao terreno, conhecer as pessoas e a sua realidade, revelando que existem, “neste momento, pessoas da nossa comunidade que passam fome”.

Contudo, ao nível da escolaridade, no concelho de Beja, têm-se vindo a registar mudanças positivas.

Enquanto há cinco anos, ninguém na comunidade cigana tinha o 9º ano de escolaridade. Existem agora cerca de 15 adolescentes ciganos a concluir o 9º ano, existem cerca de 10 adolescentes de etnia cigana com o 12º ano, e outros tantos a concluí-lo.

Estas mudanças chegaram ao nível cultural, com as raparigas a prosseguirem os estudos após o casamento, quando antigamente abandonavam os estudos antes de chegarem ao 9º ano.

Nesta área sim, Prudêncio Canhoto pode afirmar que, “as coisas estão a melhorar um pouco”.

Após concluírem os estudos, contudo, os jovens adultos de etnia cigana vêm-se confinados a uma sucessão de cursos do Estado, devido à discriminação sentida também ao nível da empregabilidade.

Prudêncio Canhoto conta que os membros da comunidade cigana “vão à procura de trabalho, e ninguém lhes dá trabalho por serem ciganos, isto é grave”. Os órgãos municipais apresentam-se, como as únicas entidades empregadoras dos membros da comunidade cigana.

Realça a urgência de se insurgir alguém que diga “nós vamos ajudar esta comunidade, porque esta comunidade precisa de ser ajudada. Vamos lá dar-lhe aqui algumas garantias para que assim possa haver mudança”.

Apesar de haver um consenso geral de que a população cigana vive bem, e acomodada com os apoios do Estado, querendo apenas direitos e ignorando os deveres, Prudêncio Canhoto defende que, “havendo oportunidade, eles querem mudar”.

Estudos feitos no início da década de 90, contabilizaram quase 500 famílias de etnia cigana a residir no Alentejo, sendo que aproximadamente 2500 indivíduos ciganos foram registados no distrito de Beja, mais de 1500 no distrito de Portalegre, e perto de 1400 no distrito de Évora. 

Depois das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, o Alentejo é a zona do país onde existe maior percentagem de população cigana, entre a população total.

Há 20 anos que existe o RMG, Rendimento Mínimo Garantido, agora denominado de RSI, Rendimento Social de Inserção, numa tentativa de terminar a pobreza declarada da comunidade cigana, que se apresenta sem rendimentos nem meios próprios de subsistência.

Depois de séculos de tentativas, por parte dos povos residentes, de expulsar as comunidades ciganas dos seus territórios, estas são agora direcionadas para a integração das mesmas, tendo -se vindo a registar mudanças sociais e comportamentais dos dois lados da história. Por um lado, as comunidades ciganas abondaram os seus comportamentos criminosos e fraudulentos, assim como a sua vida nómada. Também as comunidades locais têm vindo a alterar a sua mentalidade para com as famílias de etnia cigana.

A sociedade encontra-se, contudo, muito longe da integração total da comunidade cigana na sua população geral, “para que assim possa haver aqui um pé de igualdade”, como objetiva a Associação de Mediadores Ciganos de Portugal.

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS/PP, no seu comentário desta quinta-feira, 27 de Abril, começou por falar sobre as notícias que indicam que os funcionários públicos poderão vira receber percentagem junto do vencimento caso consigam poupanças, dizendo que “parece-me uma subversão absoluta daquilo que, do plano dos princípios, deve ser o serviço público”.

Segundo o Comentador da Rádio Campanário, o funcionário público deve “por definição ser criteriosa, deve servir com rigor, não desperdiçar recursos que são escassos”, e esta proposta a ter lugar, por parte do Estado, é “igual a dizer seja competente porque se for competente vai ter um aumento salarial”.

E em locais onde é necessário um determinado nível de despesa para que os serviços funcionem, os funcionários podem “na espectativa de terem um benefício pessoal, poupar com o prejuízo daquilo que é o serviço da própria comunidade”, mencionou o eurodeputado e acrescenta ainda que “quer no plano dos princípios pode ser errada a medida, quer no plano dos resultados pode ter efeitos perversos”.

Em torno das reavaliações do IMI, que segundo as manchetes dos jornais atrasaram 5 mil liquidações, o eurodeputado refere que um particular ao pedir a reavaliação do seu imóvel quer que o valor seja revisto e “se assim é, não me choca que o pagamento aconteça quando se acertar num valor”.

Nuno Melo menciona ainda que “o que está em causa não é o não pagar, será, pagar o que seja certo”.

No final do seu comentário, Nuno Melo fez uma abordagem às celebrações e aos discursos que marcaram o 25 de Abril, mencionando as datas de “25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975”.

O eurodeputado referiu que há quem celebre com “nostalgia os acontecimentos entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975”, indicando que “são aqueles que se tivessem vencido teriam instaurado em Portugal um regime de partido único do tipo soviético, e esses têm saudades do pré”.

E segundo o Comentado há quem fique “feliz porque em 25 de Novembro de 1975 se celebrou Abril, através da consagração de uma democracia em Portugal”.

Ainda assim, “percebe-se muito bem” aqueles que “gritam Abril e liberdade (…) mas calam e não censuram o que se passa na Venezuela”, onde “por causa de uma perfeita loucura ideológica não há pão nas padarias”.

A terminar o seu comentário, em abordagem aos discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, começou por dizer “quando se tenta agradar a todos fica quase sempre um suficiente”.

“Foi um discurso de 25 de Abril, que é sempre difícil num Parlamento que é feito por tantas diferenças e onde se quer ter uma posição consensual”, referiu o eurodeputado e acrescenta que, “daria uma nota altíssima por essa tentativa de consenso (…) quanto ao conteúdo necessariamente a nota seria mais baixa, porque não se pode agradar a todos”.

José Calixto, presidente do Município de Reguengos de Monsaraz e escritor, apresentou ontem, dia 25, pelas 21h30 o seu novo livro “Sentir Reguengos” no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz durante o decorrer da 21.ª edição da Feira do Livro.

O escritor José Calixto, publicou em 1989 a sua primeira obra, que foi durante alguns anos Manual do Instituto de Formação Bancária.

A RC esteve à conversa com o escritor e autarca que nos disse que “este livro é o resultado de uma década de crónicas” e que de “há três anos atrás dei-me conta que há 7 anos, ininterruptamente, estava a fazer um artigo sobre temas locais, regionais e às vezes nacionais, e que já faltava pouco para chegar a uma década” e daí “terminada essa década podia passar a livro, aquilo que são hoje quase 500 páginas de artigos, que dão a conhecer tão bem aquilo que é o pensamento do autarca”.

Para José Calixto é necessário, que enquanto autarca, tornar este pensamento claro e público porque “muitas vezes em politica a memória é muito curta, é bom que a gente tenha sempre presente aquilo que dissemos, que fizemos ou aquilo que quisemos fazer e não conseguimos, com transparência”.

É no sentido da transparência da vida pública e politica que o escritor apresentaem livro, estas crónicas, algumas delas já com uma década.

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José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, falou à Rádio Campanário sobre os projetos ambicionados e levados a cabo, ao longo do seu período autárquico.

Refere que “os fatores estratégicos de desenvolvimento do concelho”, o orgulho pelo mesmo, assim como os projetos estruturantes, se mantêm inalteráveis.

Regista, contudo, “uma evolução de pensamento, às vezes até, condicionada por variáveis externas”.

Havendo a possibilidade de um desenvolvimento territorial, e faltando as condições adequadas, “o autarca só tinha que lutar por elas”, defende.

Houve uma altura em que foram incutidas necessidades turísticas, que não se vieram a registar, relacionadas com o projeto Alqueva. A atração turística expetada, previu a necessidade de melhorias ao nível da hotelaria e da mobilidade.

Atualmente, a perspetiva alterou-se, considerando-se prioridade a requalificação e atração de pessoas, para o centro da cidade.

Em Março do ano passado, foi realizado um investimento, no valor de 14 milhões de euros, na unidade hoteleira de São João de Barrocal.

“Este projeto está a um ritmo, em termos de ocupação, bastante elevado”, afirma, encontrando-se perto de passar a realizar vendas na área do turismo residencial, “que vai dar sustentabilidade àquele hotel”.

Neste sentido, e num futuro próximo, pretende-se a criação de uma unidade hoteleira com casas flutuantes, perto do Centro Náutico de Monsaraz.

No ano passado, Monsaraz obteve a única bandeira azul do interior do sul de Portugal, prevendo-se agora a criação de uma “estrutura fluvial de praia […] com a bandeira azul internacional, com a bandeira de praia acessível”.

A análise da qualidade da água foi feita através da Agência Portuguesa do Ambiente. Desta forma, abre um espaço “no Centro Náutico de Monsaraz, com uma praia devidamente legalizada”.

“Tenho muita expetativa no futuro do concelho de Reguengos”, declara, apesar de manifestar preocupação com a desertificação e com as limitações do interior, afirmando que, “para ter as mesmas coisas, temos que lutar muito mais”.

Apesar de alguns contratempos na sua execução, a melhoria nos acessos a Reguengos de Monsaraz registar-se-á num futuro breve.

A expansão do perímetro de rega do Alqueva, regista-se igualmente como um projeto “muito urgente, estamos com 5 mil hectares de vinha”, havendo já agricultores a recorrer a meios terrestres para transportar a água, explica. Este fator inflaciona os custos de produção.

O setor vitivinícola tem-se vindo a expandir, tendo sido aproveitada a oportunidade de promoção internacional, proporcionada pela Cidade Europeia do Vinho 2015.

Dos vários projetos aprovados no âmbito Alentejo 2020, de um total de 54 milhões de euros, foi realizada uma candidatura ao registo da Marca Capital dos Vinhos de Portugal. Tendo sido classificado pela entidade como o melhor projeto apresentado pelo concelho, a candidatura direciona recursos para a ativação a nível nacional e internacional, que se pretende que venha a ser verificada ao longo deste mandato ou até ao final do próximo.

“Sou um presidente feliz”, declara. José Calixto termina o seu mandato com vários projetos não concluídos, mas já aprovados, "menos saudável seria fazê-los à pressa antes das eleições". No sentido do desenvolvimento urbano, prevê-se a requalificação de fogos de habitação, por exemplo, assim com das muralhas. Este último, com um investimento previsto de 1 milhão de euros, já se encontra aprovado.

 

João Tavares vai ser o candidato á Câmara Municipal de Estremoz pela coligação PSD/CDS-PP nas próximas eleições autárquicas a realizar no primeiro dia de Outubro, coligação esta denominada Movimento Unidos por Estremoz - MUPE.

As eleições a realizarem-se a 1 de Outubro terão assim João Tavares na corrida, candidato este de 63 anos, exerce o cargo de Médico Veterinário e também empresário agrícola, foi entre 1996 e 2013 presidente da ACORE – Associação de Criadores de Ovinos da Região de Estremoz e também pertenceu ao corpo social da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal.

No âmbito politico, o candidato entre 2005 e 2009 foi membro da Assembleia Municipal de Estremoz, eleito na lista do PSD.

Dois acidentes rodoviários e dez crimes foram algumas das ocorrências registadas pela GNR no distrito de Évora esta quarta-feira (26 de abril).

Segundo o Comando Territorial de Évora da GNR, nesta quarta-feira registaram-se 13 infrações rodoviárias, 17 infrações reativas á legislação policial e ambiental, bem como 2 acidentes rodoviários em Mora e Montemor-o-Novo.

Registaram-se também 2 incêndios em Alandroal e Évora e também 10 crimes em Portel, Arraiolos, Vendas Novas, Évora, Montemor-o-Novo e Borba.

Depois de na passada semana termos avançado com duas das marcas que irão instalar-se no Evorashopping, a Rádio Campanário poderá agora avançar que irá ter cinco salas de cinema a partir do 4º trimestre deste ano, segundo as previsões da Ares Capital para a abertura deste novo espaço comercial.

A cidade de Évora vai voltar a ter salas de cinema a partir de novembro, no novo centro comercial Évora Shopping, propriedade da Ares Capital. Decorridos sete anos após as últimas exibições, o cinema estará de volta à cidade de Évora com a abertura de 5 novas salas NOS Cinemas.

Com um total de 600 lugares, as novas salas, todas digitais, estão ainda equipadas com as mais recentes tecnologias de exibição cinematográfica, nomeadamente a Digital 3D, projeção laser e som Dolby Atmos, proporcionando à população uma experiência de cinema única e imersiva. A projeção laser confere uma melhor definição, maior luminosidade e uma melhoria nos contrastes. Já a tecnologia Dolby Atmos permite que a sonorização dos filmes chegue ao espetador de todas as direções, preenchendo a sala com uma surpreendente clareza, detalhe e profundidade - os sons da história no ecrã movem-se em torno do espetador, num espaço tridimensional, que o transporta para dentro da ação.

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 26 de Abril, começou por falar acerca das palavras do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa em que abordou temas como a maior criação e distribuição de riqueza.

Segundo o deputado, o discurso do Presidente da República “toca vários aspetos da situação nacional quer da situação internacional” de natureza politica, económica ou social e a questão da riqueza “é de facto um dos elementos mais relevantes da intervenção, a par da referência que foi feita ao poder local democrático”.

O Comentador da RC diz ainda que “as transformações políticas, económicas e sociais que se alcançaram com o 25 de Abril têm como uma das questões centrais a redistribuição da riqueza de forma mais justa” e “nós precisamos de criar mais riqueza, para criar mais emprego e para dependermos menos do estrangeiro, mas precisamos também que a riqueza seja distribuída de forma mais justa”.

“A riqueza em Portugal está cada vez mais concentrada nas mãos de um pequeno número de milionários”, mencionou o deputado comunista, acrescentando que “aquilo que é distribuído aos trabalhadores em salários, subsídios de férias, subsídio de natal, em prestações sociais, é menos do que aquilo que é distribuído em juros de lucros”.

Ainda sobre a distribuição da riqueza, o Comentador João Oliveira diz que “a necessidade de fazer uma valorização geral dos salários é um elemento indispensável para que a riqueza seja distribuída de forma mais justa”, e também a contratação coletiva, segundo o deputado, dizendo que “quando falamos dos contratos coletivos de trabalho, estamos a falar de condições concretas de trabalho e de remuneração desse trabalho”.

Em torno das notícias que indicam que as ajudas á banca somam 21 mil milhões á divida pública o deputado refere que “isso continuou com a situação do Banif e agora do Novo Banco”.

João Oliveira acrescenta ainda que “é o retrato de uma opção errada que pesa sobre os ombros dos portugueses e vai pesar durante muitos anos”.

Sobre a nacionalização do Novo Banco, o deputado Comunista diz que o seu Partido defendia “a solução que permitia diminuir essa fatura”, e o Estado a ficar com o Banco “podia vir rentabilizar aqueles ativos e podia vir, mais a frente, a diminuir a fatura”.

No final do seu comentário João Oliveira falou acerca das eleições em França dizendo que “comprova que o fascismo continua a ser uma solução de recurso que o sistema capitalista tem reservada”.

“Deve obviamente por todos os democratas sobre aviso” disse o Comentador da RC e acrescenta ainda que “Emmanuel Macron não é uma pessoa cujas opções politicas sejam uma coisa muito recomendável” e a “verdade é que a situação que está criada em França obriga a um voto contra Marine Le Pen e um voto contra a extrema direita e o fascismo”, mencionou.

Vila Viçosa assinalou os 43 anos da Revolução dos Cravos, com comemorações que se iniciaram no dia 23 e que terminarão dia 29 de Abril.

A noite de 24 de Abril, ficou marcada pela grande adesão dos calipolenses, no largo D. João IV, em que subiu ao palco o grupo, Brigada 14 de Janeiro.

A RC esteve presente e falou com o Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu, Francisco Ameixa, que nos revelou ser “um dia importantíssimo para Portugal, para toda a população”.

“Em colaboração com as outras coletividades iremos continuar a ser um dia de festa, um dia a qual todos os trabalhadores e todos os portugueses se devem honrar”, mencionou o Presidente de Junta.

Em torno da transição que a Revolução de 25 de Abril trouxe ao nosso país, Francisco Ameixa diz que “não é comparável”, e atualmente, “embora não seja como nós queremos, pelo menos da minha parte, penso que podemos ir mais além”. Indica ainda que “exploração do homem pelo homem ainda não foi banida”.

As celebrações no dia 24 de Abril, terminaram com um espetáculo de fogo de artifício, a marcar a entrada no dia 25 de Abril.

Ao longo deste dia, tomaram lugar várias iniciativas, entre elas uma Sessão Solene da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho, às 15h30.

Ás 17h30, subiu ao palco, no Largo D. João V, o grupo “Serão de Abril”, que interpretou músicas de intervenção.  

 

Confira em baixo, a reportagem fotográfica:

 

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