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Cristina Claro, natural de Vila Viçosa, é
a artesã em destaque pelas sua pinturas criativas e
diversificadas, que fazem as delicias dos amantes desta
típica arte.
Inserida numa ronda aos artesãos
calipolenses, a Rádio Campanário (RC) realizou mais uma
reportagem, desta vez no Atelier de Cerâmica de Cristina
Claro, no Largo Mariano Prezado, na "Vila Museu".
Aos microfones da RC, a artista começou
por dizer que descobriu a aptidão para pintar
"acidentalmente"."Tudo aconteceu numa visita a casa de
uma amiga quando comecei a aprender com ela", referiu
Cristina Claro, que frisou ainda que tudo isto aconteceu
faz doze anos.
O interesse pela pintura aumentou e no
ano de 1998/99, esta calipolense fez um curso de
formação em técnicas e materiais, na vila alentejana de
Reguengos de Monsaraz. Facto que marcou o inicio oficial
da sua carreira como artesã, que culminou com a abertura
do seu atelier, no ano de 2002.
Quanto ao processo de pintura, pode
pintar-se em diversos materiais, tais como o barro
vermelho, barro branco ou em azulejo (painel)."Há um
leque enorme de materiais para se poder trabalhar",
explicou.
Para realizar todo este trabalho "a
inspiração surge de qualquer lado, por vezes por pedido
de alguém ou simplesmente de uma folha caída no chão",
considerou.
A artista calipolense já visitou várias
feiras, das quais a FIAPE (Feira Internacional de
Agro-pecuária de Estremoz); a FIA (Feira Internacional
de Artesanato), em Lisboa; a Feira do Crato; a Feira
Ibérica em Reguengos de Monsaraz e ainda outros certames
em Portugal e Espanha.
As exposições onde participou já lhe
valeram algumas distinções, nomeadamente um prémio na
categoria de ceramista, referente a uma exposição de
presépios e uma menção honrosa na FIA.
Mas nem tudo é fácil neste negócio. Numa
visão mais comercial desta arte, Cristina Claro confirma
a "crise que há a nível das vendas", e desabafa: "as
pessoas gostam, elogiam, apreciam mas o impulso de
comprar nem sempre acontece".
Com várias obras já realizadas também a
história de Vila Viçosa consta do seu espólio, como o
painel de azulejos patente no Cine-Teatro Florbela
Espanca - que ilustra as várias vilas viçosas da
península ibérica e a obra restaurada do Paço da Santa
Casa da Misericórdia, sediada na Rua dos Fidalgos.
No final desta reportagem, Cristina Claro
deixou uma mensagem de positivismo: "temos de pensar que
os tempos futuros vão ser melhores, temos de olhar em
frente".
Com a crise económica sem fim à vista a
chave é "fazer coisas diferentes, ser criativo", realçou
esta calipolense que desempenha a sua tarefa de artesã
"não como um trabalho mas sim como um prazer".
Confira aqui a habitual
fotoreportagem:

Louça pintada com frutos que
marcam as estações do ano

As papoilas aqui ilustradas
são símbolo da paisagem primaveril alentejana

Cogumelos são já fizeram a delicia de
muitos clientes

Atelier de Cerâmica está sediado no Largo
Mariano Prezado
Fonte: Rádio Campanário - 21
Janeiro 2010
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