A devolução às autarquias dos juros do IMI e IMT, o crescimento económico e os juros da dívida, no comentário de João Oliveira no dia 4 de janeiro (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 10 janeiro, 2017

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 4 de janeiro de 2017, falou sobre a devolução do Governo às autarquias dos juros do IMI e IMT, os resultados de 2016 do crescimento económico que ficou acima de 1,2% e o défice abaixo dos 2,5% do PIB e os juros da dívida que saltam para 3,9%.

Sobre a devolução do Governo às autarquias relativamente aos juros do IMI e IMT, João Oliveira diz que “o dinheiro vai ser entregue às autarquias em função do destino que elas lhe quiserem dar porque são verbas que deviam ter sido entregues às autarquias e não foram ao longo dos anos, de sucessivos Governos que foram retendo parte das verbas que eram das autarquias, de IMI e IMT”, salientando que na prática se trata de “um acerto de contas com as autarquias”.

Relativamente aos resultados de 2016 quanto ao crescimento económico que ficou acima de 1,2% e o défice abaixo dos 2,5% do PIB, refere que apesar dos dados serem positivos, só o são em parte “porque um país como Portugal precisa de taxas de crescimento acima dos 3% para poder resolver problemas como o do endividamento, como a dependência externa e com medidas de crescimento abaixo dos 3%, o problema da divida vai-se avolumando e o problema da dependência externa é um problema que se vai agravando e devemos vencer esses obstáculos para assegurar o nosso desenvolvimento e para assegurar condições para que sejamos nós a determinar o nosso destino (…)”.

João Oliveira comentou ainda os juros da dívida que saltam para 3,9%, expressando que esse é um dos problemas que se coloca para a frente, ou seja, nós temos um país e uma economia numa situação orçamental dispostos a riscos externos (…) temos no orçamento de 2017, a fatura do serviço da dívida dos juros e das amortizações que temos que fazer que se aproxima dos 8 mil e 500 milhões de euros e é fácil perceber que, se estamos a gastar 8 mil e 500 milhões em juros da dívida, isto é dinheiro que faz falta a um conjunto de coisas”, salientando que “os juros que são exigidos a Portugal, não têm sido maiores porque o BCE tomou medidas para evitar que isso acontecesse (…)”.

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