Análise às eleições francesas, no comentário semanal de António Costa da Silva (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 24 abril, 2017

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 24 de Abril de 2017, começou por falar sobre o resultado das eleições francesas.

“Macron ganhou as eleições claramente, está em vantagem para uma segunda volta (…) mas também é vencedora a senhora Le Pen”, em análise aos resultados juntando os votos de Fillon (19,94%) e Hamon (6,34 %), “isso quer dizer que 1 em cada 4 não votou no sistema habitual francês”.

E ao juntarmos os votos de Marine Le Pen (21,45%) e Jean-Luc Mélenchon (19,61%), “cerca de 40% votaram contra aquilo que é um modelo social económico europeu”.

E se juntarmos os votos da senhora Le Pen, 21 e tal porcento, com os votos de Mélenchon, o senhor próximo Partido Comunista Francês, estamos a dizer que cerca de 40% votaram contra aquilo que é um modelo social económico europeu”.

“Os discursos de não Europa retiram direitos a quem acredita em valores mais civilizacionais”, diz o deputado e na sua opinião “a grande maioria dos portugueses estarão a favor deste modelo, como estarão a grande maioria dos emigrantes que vivem em França”.

O Comentador diz ainda que “os Extremismos tiveram uma expressão muito significativa nestas eleições, significa também que os Franceses ao votar no senhor Macron (…) estão a crer fugir do modelo político tradicional”.

Sobre Macron o deputado diz que “é alguém que não se liga a nenhum Partido”, mas é certo que “ele criou um Partido, um novo movimento, uma nova forma de olhar a sociedade muito aberta” e “é o único no seu discurso que fala da Europa”, referiu António Costa da Silva.

Em abordagem á segunda volta, António Costa da Silva diz que “é preciso ter muito cuidado com o discurso fácil e agradável que a senhora Le Pen vai dando”, e acrescenta que “ela joga com os receios do Franceses, o caso das questões relacionadas com o terrorismo, ela joga com as questões emocionais, ou seja, tem a ver com a questão da força da França o espaço europeu”.

Sobre a inevitável comparação entre o discurso de Marine Le Pen e Donald trump, o deputado diz que o Presidente Americano “virou o discurso muito para dentro, e os efeitos de algumas políticas, que apesar de terem efeitos mundiais, são dirigidos para o pais”, e a principal bandeira da campanha da candidata francesa “é o sair da Europa, isso afeta-nos a todos”.

No final do seu comentário, o deputado António Costa da Silva falou em torno do número de refugiados a abandonar Portugal duplicou, segundo notícias de hoje, e começou por referir que “não podemos culpar propriamente o Governo, na minha perspetiva”.

“Muitos dos emigrantes querem um novo mundo, mas já têm laços e ligações, quer familiar quer de amigos, noutros países” disse o Comentador e por outro lado há países que “oferecem melhor estado social e melhor rendimento”.

A terminar, António Costa da Silva indica que “os que ficam, ficam de facto apaixonados (…) mas aqueles que já não traziam grandes espectativas, procuram de imediato sair de Portugal, e isso é difícil de contrariar”.

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