Carlos Zorrinho: “está a incomodar muita gente que nós tenha-mos uma solução política, governativa, socialmente empenhada e que está a funcionar” sobre relatório da OCDE

Publicado em Revista de Imprensa 07 fevereiro, 2017

O eurodeputado Carlos Zorrinho no seu comentário desta terça-feira, dia 7 de Fevereiro, começou por comentar as fragilidades apresentadas no relatório da OCDE, apresentadas pelo seu Secretário-geral,  Ángel Gurría, dizendo que  tudo isso são “questões estruturais da nossa economia “ e que “embora tenha-mos feito grandes progressos na qualificação dos nossos recurso humanos ainda estamos abaixo da média da OCDE”, disse também que “temos uma divida grande induzida por uma estratégia europeia em 2009” que nos faz usar 1/3 da riqueza produzida para a pagar, tornando difícil o enriquecimento.

O eurodeputado comentou também os contratos da função pública consoante a avaliação da OCDE e disse que “Ángel Gurría expressa uma visão ideológica com a qual eu não concordo” e “eu acho que deve-mos procurar que também o setor privado consiga pagar um pouco mais e dar um pouco mais de garantias aos seus trabalhadores” de seguida afirmou que “está a incomodar muita gente que nós tenha-mos uma solução politica, governativa, socialmente empenhada e que está a funcionar” completando que “a teoria da maioria da Comissão Europeia é que o modelo português seria um desastre e só há uma maneira de resolver as coisa, que é com austeridade, cortes, despedimentos e com precaridade”.

Sobre o acordo parlamentar para a década, Carlos Zorrinho disse achar importante que “havendo uma articulação de governação com outros partidos que alguns princípios dessa agenda para a década possam ser discutidos” e “o debate, a antecipação e a criação de laços, não só com o Bloco, os Verdes e o Partido Comunista, mas também com o PSD, CDS e com a sociedade civil”.

Comentando uma possível estratégia do PS para atingir a maioria absoluta nas próximas legislativas disse que “ a estratégia não deve ser esvaziar outros partidos” expressando a sua vontade pessoal que o PS vença com maioria absoluta, mas pelo mérito próprio, relação direta e não por perder o essencial afirmando que “isso é uma forma de fazer politica que não nos conduz aos objetivos”.

O eurodeputado falou ainda da indisciplina nas escolas dizendo que é necessário “rever a organização da sociedade, as famílias têm cada vez mais dificuldades no acompanhamento” e muitas vezes “a escola é o ponto onde se refletem”.

Para terminar Carlos Zorrinho comentou o investimento em estradas onde disse que “é preciso fazer manutenção, mas a prioridade será uma aposta no ferroviário que é o que Portugal precisa para se integrar em termos de mercado único” e que “180 milhões parece muito mas comparado com anos anteriores é relativamente pouco”.

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