Coordenadora do BE no seu comentário diz “o PS persiste na ideia de venda a privados, nós continuamos a discordar” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 03 fevereiro, 2017

A Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda (BE), Maria Helena Figueiredo, no seu comentário desta sexta-feira, dia 3 de Fevereiro, iniciou pela rejeição do Partido Socialista à nacionalização do Novo Banco, situação que tem data limite de resolução, dada pela União Europeia, em Agosto de 207.

A Coordenadora, diz que “o PS persiste na ideia de venda a privados, nós continuamos a discordar. Entendemos que o que está em causa é demasiado importante para que possa um banco ser vendido a um fundo abutre, Lone Star, que normalmente compra, desmantela, vende a retalho e faz rapidamente dinheiro, não tendo por objetivo desenvolver a atividade bancária”. Acrescendo ainda que “o Fundo de Resolução tem investidos 4900 milhões de euros do Estado português, ou seja o banco já está intervencionado com dinheiros públicos.”

Questionada sobre a capacidade de Portugal para nacionalizar um banco, Maria Helena Figueiredo salienta que “neste momento será necessária uma recapitalização de 750 milhões, dado que o investimento já está feito, dado o risco de perdas, dado a possibilidade de desmantelamento, nós achamos que vale a pena o Estado português fazer esse esforço”.

Sobre a questão da divida do Estado que corre o risco de se tornar insustentável e se a nacionalização do Novo Banco pode agravar esta situação, a Coordenadora diz que “a divida já existe, e enquanto não houver uma reestruturação, o Estado português vai ter sempre um défice maior. Porque continua a endividar-se para pagar juros. Pelo que o esqueleto de um país não pode ficar na mão de quem vende e parte, porque é uma questão de sobrevivência do próprio país”.

Para terminar Maria Helena Figueiredo, comentou a meta dos 600€ que o Governo mantém nesta legislatura, mas que o Secretário-Geral da UGT veio dizer que tinha que pensar, sendo membro da concertação social, se esta será uma questão preocupante, afirmou que “eu acho que a concertação social é uma sede de consultoria do Governo, não é lá que as decisões são tomadas.” Acrescendo mesmo achar “estranho que uma central sindical esteja sistematicamente com o patronato. Já este aumento que tivemos foi contestado pela UGT, eu acho que os trabalhadores deviam refletir se a UGT os está a defender”.

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