Estado não vai atrás de dinheiro fraudulento por “falta de vontade política”, diz João Oliveira no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 05 abril, 2017

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 5 de Abril, começou por falar em torno do processo BPN, em que o Ministério Público arquivou o inquérito contra Dias Loureiro e Oliveira e Costa, dizendo que o processo termina “não porque não tenha elementos para investigação”, mas sim ao tentar fazer a investigação “se confrontou com a impossibilidade de a realizar”.

“É muito mau para o sistema de Justiça”, afirmou o Comentador da RC, “acabar uma investigação criminal com o Ministério Público a dizer que tinha (…) muitas suspeitas”.

Em torno deste tipo de negócios e em abordagem às ações do Estado perante estas situações, onde muitas vezes não vai atrás do dinheiro, o deputado afirmou “o que está na origem disso é sempre a mesma coisa, falta de vontade política”

Fundamentando a sua afirmação logo de seguida com, “não há vontade política para alterar as regras que permitissem isso, ou porque nem sequer há vontade política para fazer isso”.

Em abordagem á “sociedade capitalista” em que nos encontramos, o deputado diz que “se forem alteradas a regras e se for apertado o controlo, o Estado deixa de estar impossibilitado de ir atrás do dinheiro”, acrescentando logo de seguida “se calhar as regras do capitalismo ficavam postas em causa”.

“O resultado está á vista, os bancos concedem o crédito como lhes apetece e o buraco fica cá para nós pagarmos”, afirmou João Oliveira e ainda disse que os empresários “tratam de pôr o seu património ao fresco, quando é para assumirem responsabilidades, e ai encontram estes mecanismos fáceis das insolvências para praticarem fraudes”.

Sobre o IRS, famílias ganham 186 milhões de euros nas deduções com saúde, indicou que as recentes alterações em 2016 que corrigiram “essa malfeitoria do anterior governo”, no entanto “há, obviamente, aspetos que continuam por corrigir”.

Exemplificando de seguida com “os escalões do IRS”, e indicou que quando as pessoas fizerem as suas declarações “vão perceber que o resultado já é diferente”.

No final do seu comentário do deputado Comunista falou sobre a renovação da “Geringonça” dizendo que “é bom não se tirarem conclusões precipitadas” e terminou, numa breve abordagem, á participação do seu partido no Governo “não excluiu a possibilidade de participação”.

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