João Oliveira diz sobre Offshores que o anterior Governo “perseguiu as pessoas” e com “os ricos e poderosos fechava os olhos”, no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 22 fevereiro, 2017

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 22 de Fevereiro, falou inicialmente do recente caso dos Offshores, em que mais de 10 mil milhões de euros saíram do pais sem qualquer imposto, dizendo que “se tivessem pago cá os impostos se calhar tinham permitido ao pais não estar na situação em que estava”.

O deputado indicou ainda que “a maior parte destes movimentos financeiros são da responsabilidade da banca” e afirmou logo de seguida “a banca que durante aqueles 4 anos andou a dizer que precisava de dinheiro do estado pôs fora do pais 26 mil milhões de euros”.

Referindo-se também às dificuldades financeiras que o pais atravessou em anos anteriores, disse ainda que “aos mais fracos o anterior Governo exigiu o cumprimento de todas as obrigações, aplicou multas sem pena nem agrado, perseguiu as pessoas de toda a forma e afinal de contas com os ricos e poderosos fechava os olhos”.

Relativamente ao que se poderá fazer com esta questão, o deputado João Oliveira referiu que “em relação a algumas dessas operações pode ser ainda possível recuperar o imposto” e acrescentou “era bom que se retirasse a lição de que, de uma vez por todas, por um travão às operações financeiras com Offshores e impedi-las ao máximo”.

Sobre a situação da banca portuguesa e com o anúncio de novos despedimentos no Novo Banco, o deputado do PCP disse que na Caixa Geral de Depósitos “é preciso reforçar o banco público e reforçar a atividade do banco, porque cumpre um papel central no apoio nossa economia” e acerca do Novo Banco referiu que “estes despedimentos é mais uma forma de alivias a carga de quem vai, eventualmente, vir a comprar o Banco, e nós não estamos de acordo com nenhuma dessas decisões” e acrescentou que “aquilo que se devia fazer é tomar medidas para por o Banco em condições de funcionar devidamente, integrá-lo no setor público bancário e fazer daquele Banco, o banco de investimento de que tanto o pais precisa”.

No final do seu comentário o deputado comentou o corte nos subsídios para a lavagem de carros no setor público, dizendo “se efetivamente havia motoristas que recebiam um subsídio para a lavagem dos veículos e deixam de o receber, isso pode significar que ficam os carros sem lavagem” e terminou a dizer que “a ultima coisa que se pode aceitar é a degradação do serviço que é prestado pelos funcionários e pelos trabalhadores do estado”.

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