Maria Helena Figueiredo diz ser “um cancro na democracia portuguesa” as ligações entre escritórios de advogados e altas entidades públicas, no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 10 fevereiro, 2017

A Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda (BE), Maria Helena Figueiredo, no seu comentário desta sexta-feira, dia 10 de fevereiro, falou sobre a mais recente polémica no caso da Caixa geral de Depósitos envolvendo o ministro das finanças Mário Centeno, e começou por afirmar “há muitos interesses na privatização da caixa, e eu penso que este é o pano de fundo” e que “me choca e me desagrada ver que o governo faz uma lei que tem um destinatário” acrescentando que “as leis são por natureza gerais e abstratas, e o facto de se fazer um diploma especificamente para uma pessoa é criticável, reprovável e até violador do espirito de lei”.

Sobre o mesmo tema referiu que “há uma ligação muito grande entre escritórios de advogados, ministérios, titulares de cargos públicos e titulares de empresas públicas, que é de facto, o cancro na democracia portuguesa”, acrescentando que neste caso “não estamos a falar de interesses pessoais do ministro Centeno com o escritório de advogados”, “mas sim um escritório de advogados que representa e está muito próximo do designado titular da CGD, que tem acesso e negoceia textos de legislação com o Governo”.

Acerca do futuro e possível saída do Ministro Mário Centeno disse “acho que essa é a conclusão que a direita quer tirar”, “o objetivo é atacar o processo de recapitalização da CDG” e disse também que “é muito grave” caso se confirme a mentira do Ministro.

A coordenadora referiu que o BE tem uma proposta de legislação relativamente às incompatibilidades dos deputados, achando que “enquanto deputado não se pode ser advogado ou outra coisa qualquer”, e para concluir o tema sobre Mário Centeno disse “há uma serie de situações pouco claras, e que eu penso, que quem faz politica não pode envergar por estes caminhos”.

Sobre as quedas nas exportações para Angola, Maria Helena Figueiredo disse que a questão prende-se com o arrefecimento da economia angolana que decorreu em toda a conjuntura interna e também devido á queda dos preços do petróleo, referiu também que se tem registado um aumento do preço, que para Portugal enquanto importador não é bom, mas que para Angola enquanto exportadora é favorável.

No final do seu comentário a Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda disse, sobre as medidas chumbadas ontem em alternativa á TSU, que as propostas apresentadas em favorecimento das pequenas e médias empresas apenas beneficiam as grandes empresas e os grandes capitais.

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