“Não é adequado arranjar uma forma de estandardizar tempos de atendimento como se os hospitais fossem máquinas de produzir automóveis” no comentário semanal de João Oliveira (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 08 fevereiro, 2017

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 8 de Fevereiro, começou por comentar a recente investigação às apostas desportivas na Primeira Liga, em que disse “não tenho a certeza que o problema esteja na lei” e “a possibilidade de ganhar dinheiro fácil com alguma rapidez, talvez sejam, mais a explicação para isso”. Disse também que a questão que se deve colocar é “saber se queremos ou não que esse tipo de atividades, de jogo sorte ou azar, em torno de competições desportivas devem ou não existir”

Sobre a possibilidade da questão das apostas ser levantada no parlamento o deputado revelou ter “muitas duvidas que venha a ser identificada alguma possibilidade de alteração da lei”.

Em relação á possibilidade de os médicos virem a ter um tempo mínimo para analisarem doentes, João Oliveira disse “não me parece que seja uma boa solução”, acrescentando que “isso só serve para despersonalizar e tornar desadequadas as condições em que os médicos atendem os utentes”, terminou por afirmar que “não é adequado arranjar uma forma de estandardizar tempos de atendimento como se os hospitais fossem máquinas de produzir automóveis”.

O deputado disse também que a questão não deve ser “proibitar que os médicos vejam os utentes rápidamente mas sobretudo maximizar a passagem dos doentes pelos médicos”.

Acerca das notícias que dão conta de que os bancos ficam fora da solução para o problema do BES, João Oliveira disse que “o estado não assumirá nenhuma responsabilidade de indemenizar ou suportar os créditos que outros bancos possam ter sobre o BES” e “terão que ser eles a suportar os custos dos prejuízos que eventualmente sofreram por terem alinhado naquelas aventuras”.

Para concluir o deputado João oliveira disse que “o estado criou um mecanismo para compensar os lesados do BES pelos prejuízos que sofreram, porque foram enganados com a venda de produtos financeiros de forma irregular” e que “os bancos que foram eventualmente lesados pelo BES nessas operações não terão reparação nenhuma dos prejuízos que ocorreram por parte do estado” referindo que o mecanismo foi criado para acudir aos lesados particulares.

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