No seu comentário semanal Nuno melo diz que a “banca se transformou num enorme mistério” e que oferece exemplos de “delinquência económica”.

Publicado em Revista de Imprensa 26 janeiro, 2017

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS/PP, no seu comentário desta quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017, falou sobre o chamado plano B do Governo para a reprovação da TSU, dizendo que é preciso respeitar os parceiros da Concertação Social e que o Governo só deve dar aquilo que pode cumprir, referindo que só aconteceu assim porque não fizeram acordo á direita e nem negociaram á esquerda.

Nuno Melo comentou também que benefícios trarão a redução dos pagamentos especiais por conta dizendo que qualquer negociação para o aumento do salário mínimo e os encargos de quem produz riqueza têm que ter uma base realista, indicando que o salario mínimo já subiu 3 vezes nos últimos dois anos, correspondendo a 15%, enquanto o pais cresceu 1%. Disse também que “por um lado o salario mínimo é necessariamente reduzido, dizer-se que alguém que viva com pouco mais de 600 euros é rico, é um ato de insensatez” e que as empresas têm que assegurar a riqueza para pagar as despesas, assim o Governo não pode dizer aumente, porque depois torna-se num encargo tendo como consequência despedimentos ou o fechar de portas, referindo que o estado não pode prescindir de fontes de rendimento.

Questionado sobre a solução para resolver o problema da banca portuguesa disse que a banca se transformou num enorme mistério onde fomos acreditados que tinha pilares sólidos e era essencial para as empresas e famílias mas que a final de contas nos oferece exemplos de “delinquência económica”. Dizendo que gostava de ver “responsabilidades, um estado de direito que funciona e onde quem cometeu crimes é julgado e é punido”, referiu também que “não há nada que cause mais dano á credibilidade de um pais que esta sensação de impunidade”, averiguando que 15 mil milhões de euros para capitalizar o crédito malparado da banca são muito mais que qualquer ajuda externa que tivemos nos anos anteriores.

No final do seu comentário o eurodeputado falou sobre a relutância da Caixa Geral de Depósitos em divulgar os principais devedores onde referiu que tem havido uma “opacidade” entre quem geriu bancos e os beneficiários ilícitos e terminou a dizer que não aceita que durante anos alguns tenham beneficiado ilicitamente de milhões sem que sejam levados a julgamento e que não se explique a quem é obrigado a suportar as dividas de quem “emprestou não devendo e de quem recebeu não pagando”.

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