13 dezembro, 2017
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Programa de Estabilidade com o Governo, “nós não estamos muito descansados” diz João Oliveira no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 19 abril, 2017

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 19 de Abril, começou por falar sobre as notícias que incidam que centenas de jovens médicos ficarão sem acesso a uma especialidade em 2018, dizendo que “temos menos médicos por habitante que a generalidade dos países da Europa, e temos um problema agora com as especialidades”.

Segundo o Comentador da Rádio Campanário, o problema com as especialidades “resulta de uma decisão tomada pelo anterior governo de limitar o número de vagas abertas em cada uma das especialidades”, indicando que a partir de 2015 “passámos a ter médicos que fazendo a sua formação em medicina, não têm depois acesso á especialidade (…) na verdade ficam médicos indiferenciados que não são especialistas em coisa nenhuma, e dificilmente se podem considerar médicos com a formação adequada para exercer”.

Em torno da formação académica em Medicina, o deputado comunista indicou que “não é possível olhar só para a formação, é preciso olhar para a idade dos nossos médicos, para o momento em que se vão aposentar, e se nós olharmos para isso, percebemos que há de facto, grandes problemas de articulação e planeamento”.

“Diria até que dificilmente nós conseguimos encontrar um Governo que tenha feito uma planificação adequada da formação médica em Portugal”, referiu João Oliveira e acrescenta que “nenhum Governo quis dar conta deste problema, e nos últimos 6 anos tivemos um outro problema, que é o problema da imigração”, indicando que os jovens “percebiam que não tinham condições nem de progredir na carreira nem de ter um estatuto remuneratório aproximado daqueles que lhes ofereciam no exterior”.

Em torno das notícias que indicam que o BE e PCP pressionam Governo por causa dos escalões de IRS, o deputado João Oliveira mencionou, “obviamente que a discussão do programa de estabilidade, de alguma forma enquadra, aquilo que virá a ser a discussão do orçamento de estado”.

“Sinceramente, nós não estamos muito descansados com as perspetivas que aponta este programa de estabilidade”, indicou o Comentador da RC e diz ainda que “não nos parece que este programa de estabilidade, possa descansar os portugueses relativamente ao futuro e a uma vida mais desafogada”.

Segundo o deputado comunista, “se a preocupação e o critério central é a redução do défice(…) naturalmente há cada vez menos espaços para avanços na reposição de direitos e de rendimentos”, e acrescenta ainda que “é preciso reverter o saco fiscal imposto pelo anterior governo (…) e isso implica repor o número de escalões do IRS”.

No final do seu comentário, o Comentador João Oliveira falou da recente notícia que dão conta que 13 funcionários do fisco são suspeitos de apagar dívidas a troco de dinheiro, e em abordagem às declarações do Presidente do Setor disse, “eu julgo que é uma situação demasiado grave para se poder dizer que é um problema apenas de remuneração”.

“Eu acho que não se pode justificar com isso, uma situação que é de natureza criminal”, disse o deputado e acrescentou que “não é a falta de valorização remunatória desses trabalhadores que pode justificar o injustificável”.

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