Restrição no consumo de água “nunca é uma medida popular, sobretudo em ano de eleições” diz Maria Helena Figueiredo no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 21 julho, 2017

A Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda (BE), Maria Helena Figueiredo, no seu comentário desta sexta-feira, 21 de Junho, começou por falar sobre as declarações da Coordenadora Bloquista, Catarina Martins que afirma não desistir da criação do Banco de Terras.

Maria Helena Figueiredo começou por dizer que “não podemos ter um país descuidado, só porque não sabemos quem é o dono da terra”, refere que o objetivo do Banco de Terras é cuidar esses terrenos.

Segundo a Comentadora da RC, a proposta apresentada na Assembleia da República “não é uma despropriação”, fundamentando que consiste em “o Estado tomar conta” das terras, podendo a entidade estatal “dá-las para arrendamento, a cooperativas, a associações ou a outras entidades que as limpassem”.

“Durante um determinado período os proprietários, poderiam, e teriam todos os meios de acesso para reivindicar (…) e atualizar os registos” referiu a Coordenadora Bloquista.

Falando sobre a limpeza das terras, a Comentadora da RC refere que “quando os particulares não o fazem, o Estado não pode ficar inativo”, quanto á posição do PCP, diz que “não se entende como é que se pode defender que o país esteja ao abandono”.

“Não estava em causa a despropriação imediata de qualquer terreno”, acrescentou, relembrando que “ficou em vigor a Bolsa de Terras de Assunção Cristas”.

Em torno das recentes medidas de restrição apresentadas pela Comissão Permanente de Seca a alguns municípios Alentejanos, Maria Helena Figueiredo começa por referir que as medidas “são remendos que se colocam”.

Segundo a Comentador, são medidas “que ajudam”, embora não resolvam “a questão de fundo”, referindo que na região alentejana há “o problema das monoculturas”, sobre a qual, diz que “é muito mais complicado os agricultores subsistirem”.

Sobre os perímetros de rega, que consome mais que os municípios, diz que “é necessário que a água seja a suficiente, mas que não seja excessiva”, acrescentando que “há medidas que têm que ser tomadas ao nível individual, antes que tenha que haver uma medida de carater impositivo”.

No que concerne aos municípios, Maria Helena Figueiredo diz que “cada presidente terá que assumir as suas responsabilidades”, acrescentando que reduzir o consumo de água “nunca é uma medida popular (…) sobretudo em ano de eleições”.

Em torno do aumento das taxas de juro no crédito há habitação, diz que o aumento se deve devido “ao aumento da procura de crédito”, segundo a Comentador da RC “não será pela necessidade de contenção”.

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