“Temos que encontrar uma forma de gestão comum” da propriedade florestal, diz Carlos Zorrinho no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 20 junho, 2017

O eurodeputado Carlos Zorrinho no seu comentário desta terça-feira, dia 20 de Junho, começou por falar do incendio de enormes proporções em Pedrógão Grande, que classificou como “uma catástrofe enorme” e “uma tragédia”.

Deixando uma palavra de solidariedade para com as vítimas e familiares das vítimas, bem como para os Bombeiros e os envolvidos no combate ao incendio, o Comentador da Rádio Campanário diz ser importante “garantir que se termine este processo”.

Segundo o eurodeputado, as alterações climáticas “estão ai todos os dias, a mostrar-nos as suas consequências”, mencionando ser preciso “trabalharmos todos para que isto não se repita”.

Sobre as notícias que têm saído na comunicação social espanhola, que referem que Portugal não estava preparado para um incendio desta magnitude, Carlos Zorrinho diz que “há muitos anos que falamos no problema do ordenamento florestal em Portugal” de forma a permitir uma melhor ordenação, ainda assim, faz referência á “repartição da propriedade que não permite uma gestão coletiva”, na região nortenha e central.

“Não conseguimos evoluir o suficiente numa lei que obrigue uma espécie de condomínios de gestão”, indica o eurodeputado, sublinhando que “é preciso resolver este caso, e depois saber se aquilo que se vem dizendo durante tanto tempo que é preciso fazer”.

Sobre as palavras de Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, que disse á Comunicação Social que existe um programa para a ordenação da floresta, mas que levará muitas décadas para que esteja concluído, o Comentador da RC diz que a questão “talvez passe pela consciencialização dos proprietários”.

Compreendendo que as pessoas “não queiram prescindir” dessas propriedades, “temos que, pelo menos, encontrar uma forma de gestão comum”, diz o eurodeputado.

Sobre as recentes notícias que indicam Portugal como um dos principais países na produção de energia eólica, Carlos Zorrinho começou por dizer que “o vento que tanto mal nos fez esta semana, tanto bem nos vai fazendo ao longo do ano”.

 “Somos um país com muito vento”, acrescentou, “e somos um país que soube aproveitar na altura certa”, relembrando a produção de torres eólicas, sobre a qual refere que “não deixamos de ter conseguido nos últimos anos coisas absolutamente extraordinárias”.

Em torno das medidas europeias de financiamento dos danos provocados pelo incendio, o Comentador da RC refere que é importante “que haja maior coordenação”, acrescentando que “o apoio a seguir á catástrofe é muito importante, mas, é preciso também haver uma grande coordenação europeia na prevenção”.

 

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