Autarquicas 2017

António Anselmo afirma “Sou claramente candidato pelo MUB” e fala sobre o estado atual do Movimento (c/som)

Publicado em Entrevistas 01 março, 2017

MUB – Movimento Unidos por Borba, o movimento independente que no ano de 2013 chegou ao poder local, ganhando as eleições autárquicas, pondo fim a 12 anos de políticas socialistas.

Á Rádio Campanário falou António Anselmo, sócio fundador do Movimento e atual Presidente da Câmara de Borba e abordou assuntos como a atualidade do Movimento Unidos por Borba e a candidatura às próximas Eleições Autárquicas no final deste ano.

Em declarações á Rádio Campanário, António Anselmo começou por dizer, “entendo que seria uma desonra muito grande para o povo de Borba se o MUB não fosse a eleições” e afirmou que ao longo de várias Assembleias Gerais “a última decisão é clara, é que o MUB vai a eleições”.

Sobre a preparação para as próximas eleições e perante várias reviravoltas nas decisões abordadas em Assembleia Geral do Movimento, nomeadamente quem encabeçará a lista e a possibilidade de uma coligação, António Anselmo disse que “independentemente das votações, as coisas passariam sempre por mim” e quanto á possibilidade de uma coligação alegou que a direção “provavelmente não conseguiu aquilo que queria”.

Em abordagem a algumas críticas de membros do movimento acerca do seu mandato, referiu estar “cada vez mais tranquilo” em relação á atividade como Presidente da Câmara e acrescentou que “qualquer um, nesta altura de pré-campanha, poderia dizer que aquilo corre tudo mal”. Reconhecendo alguns erros da sua parte, disse ainda que “a minha disponibilidade continua a ser total para qualquer pessoa de Borba, para os membros do Movimento muito maior seria”.

António Anselmo revelou ter uma especial preocupação sobre crianças e idosos, e sobre os jovens disse que “poderão não ter aquilo que querem, mas têm o apoio que é mais adequado e aquilo que eu entendo de mais justo para que possam fazer um trabalho bom pelas crianças e pela juventude” e indicou ainda que tem havido uma “tentativa grande de resolver o problema” dos jovens desempregados do concelho.

Acerca do descontentamento de alguns sócios em torno de incorporarem serviços camarários, o atual Presidente da Câmara de Borba disse “eu prometi um lugar, entretanto a pessoa conseguiu resolver a vida dela de outra maneira e esse lugar ficou como estava” e afirmou que “o MUB como qualquer movimento e como qualquer partido, não faz favores a ninguém”.

Comentando as 3 direções que o Movimento teve em poucos anos de existência disse que “as direções mudam-se porque não há vontade, e as pessoas a pouco e pouco vão abandonando”, afirmou logo de seguida que “o MUB, curiosamente ao que muita gente pensava, não vai acabar, e não vai acabar porque as pessoas que querem o MUB são as pessoas que entendem o Movimento e a terra onde vivem”.

Relativamente a elementos da direção do MUB, chegando mesmo a referir nomes, António Anselmo questionou-se “em vez de dizerem vamos unir o MUB com o PS, porque é que, tranquilamente não saem e vão para o PS” e atirou “ou se é peixe ou se é carne”.

Em torno do futuro do MUB, na última Assembleia Geral ficou decidido que o Movimento irá sozinho e com António Anselmo á cabeça, este que esclareceu que na última Assembleia, dos 60 sócios do MUB, estiveram presentes cerca de 28, referiu também que “ninguém mais quis ser candidato“ e o resultado total da votação nessa Assembleia foi “18 votos a favor, 6 ou 7 abstenções e 6 ou 7 contra”, no entanto havia “pelo menos 10 ou 12” procurações. Quanto às procurações disse que “ninguém foi esquecido” e pensa que “por motivos pessoais” não puderam marcar presença.

Acerca de uma divisão interna disse “dá-me a impressão que o MUB teve sempre dividido” e indicou que a situação que herdou na Câmara de Borba “era de tal maneira complicada” que teve que se “segurar” e “a pouco e pouco irei por pessoas nossas nos sítios certos” disse António Anselmo, logo de seguida e dirigindo-se a todos os funcionários da Câmara afirmou, “só tenho que agradecer a sua disponibilidade”.

Em ano de Eleições Autárquicas e com variadas forças politicas a concorrer, António Anselmo afirmou que “não me dá medo absolutamente nenhum nem penso que a Câmara de Borba ficaria ingovernável se houvesse um vereador de cada força”. Adiantou que “iremos apresentar uma equipa competente” e que “o Movimento neste momento está cada vez mais tranquilo”, “ficam cá aqueles que querem trabalhar” e justificou a sua afirmação dizendo pensar que “os muito bons irão sair”.

Segundo António Anselmo “quem quiser sair a porta está aberta” e “nós só precisamos de gente que queira trabalhar e que acredite na boa vontade”. Disse também que o Movimento que vai concorrer em Setembro “está mais bem preparado a todos os níveis”.

Sobre a equipa a compor a lista do MUB disse que “temos muita pessoa para essa lista, e em determinados lugares a qualidade é tão boa que vai ser difícil”, “sentaremos todos na altura certa” e acrescentou, “há sempre muita gente para trabalhar com boa fé e quando se trabalha debaixo de interesses normalmente as coisas correm mal”.

Para terminar e sem qualquer dúvida António Anselmo disse, “sou claramente candidato do MUB”. 

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