Fábrica da borracha de Portalegre tem 200 trabalhadores precários

Publicado em Regional 15 março, 2017

Foi denunciada ontem, pela União dos Sindicatos do Norte Alentejano, a situação precária de metade dos trabalhadores da fábrica da borracha de Portalegre.

Estes funcionários, contratados como serviço externo por empresas de trabalho temporário, recebem apenas 70% do ordenado de um funcionário da Hutchinson. Desta forma, o grande grupo financeiro evita o pagamento de regalias e direitos efetivos aos trabalhadores temporários, não se comprometendo em garantir a sua segurança.

Falamos de uma indústria de trabalho de risco, em que são operadas máquinas pesadas e a altas temperaturas. Um trabalho muito desgastante composto por 7 horas e meia de trabalho em série e repetitivo, interrompido apenas por meia hora para a refeição principal (almoço ou jantar). Os cargos de chefia, mesmo os mais baixos, dentro das secções da fábrica, são naturalmente ocupados pelos funcionários efetivos da empresa. Aos funcionários temporários e que jamais integrarão os quadros ou verão o seu ordenado aumentado, é exigido um ritmo quase robótico.

Terminando um Roteiro contra a Precariedade no Alto Alentejo, decorreu ontem uma tribuna pública na zona industrial de Portalegre, em frente à fábrica da Hutchinson.

A nível nacional, o roteiro teve início dia 13 e terminará dia 17 de Março.

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