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O calendário venatório de 6 meses é gerido “em benefício das espécies”, defende FENCAÇA (c/som)

Publicado em Regional 21 abril, 2017

PAN apresenta hoje, no parlamento, 6 medidas no âmbito da caça, entre as quais a redução do período venatório de 6 para 3 meses.

Jacinto Amaro, Presidente da Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), falou à Rádio Campanário sobre a medida proposta, defendendo que a legislação em vigor se adapta a todas as regiões deste país, pequeno, mas com diversidade inter-regional.

“Uma das questões pela qual o calendário venatório é mais lato, é maior […], é exatamente porque muitas das regiões praticam a mesma atividade, em períodos diferentes”, explica o Presidente da Fencaça.

Enquanto em algumas regiões do país a caça a determinada espécie se realiza mais cedo no ano, para outras, a mesma migra mais tarde, no seu percurso de migração para África, por exemplo.

“Os períodos são largos, exatamente para poder proporcionar a escolha, entre as associações de caçadores, entre as zonas de caça turísticas e as zonas de caça municipais, o período para caçar que melhor lhe convier e que melhor se adapte a cada uma das regiões”, possibilitando a defesa das espécies.

Antigamente a caça era feita de forma desordenada, havendo muitos caçadores, na mesma zona, no mesmo período de tempo. As entidades responsáveis fazem agora essa gestão. “São coisas que fomos adaptando em benefícios das espécies, com as experiências vividas […], e em benefício da gestão que se faz em cada zona.”

Ao longo da última década, o número de caçadores tem vindo a diminuir, num rácio de 10 mil caçadores por ano. “Há o fator do envelhecimento da população de caçadores, que a média dos caçadores anda pelos 60 anos […] há pouca aderência dos jovens caçadores”, justifica. Outra causa apontada para os números registados é o desaparecimento de muita caça menor, grande fator atrativo, assim como as dificuldades económicas da classe média.

Mas apesar de haver quem deixe de praticar, ou de renovar a licença anual, na última época venatória a tendência foi invertida, registando-se um aumento superior a 1500 indivíduos.

O Governo tem vindo a implementar incentivos e reduções de custos de adesão à prática, para facilitar o acesso a caçadores jovens, com menos poder económico.

Atualmente existem raras zonas de caça livre, mas não considera fator condicionante.

Jacinto Amaro relembra ainda que, antigamente, “não havia respeito pela natureza, não havia respeito pelos donos das propriedades, não havia respeito pelas espécies, não havia respeito por nada”, pondo até as espécies em causa.

Considera que “não soubemos respeitar o património que tínhamos”, mas que essa fase foi ultrapassada, havendo atualmente ordenação do terreno, regras definidas, valores instruídos nos jovens caçadores, que são mais civilizados e com mais respeito pela natureza.

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