Alentejo

Seca obriga a retirar 150 toneladas de peixe de barragens alentejanas

Publicado em Regional 17 agosto, 2017

Visando evitar prejudicar a qualidade da água restante nas barragens alentejanas, o Governo decidiu retirar 150 toneladas de peixe das albufeiras da Vigia (Redondo), Divor (Évora), Monte da Rocha (Ourique) e Pego do Altar (Alcácer do Sal), numa medida que representa um investimento de 120 mil euros.

Os encargos dos trabalhos coordenados pela EDIA, serão suportados pela Agência Portuguesa do Ambiente, e visam a melhoria da qualidade das águas que são maioritariamente superficiais nas referidas albufeiras, evitando a contaminação das mesmas.

Os trabalhos para retirar os 150 mil quilos de peixe das quatro barragens, serão executados por pescadores, numa operação com início previsto na próxima segunda-feira, dia 21, e com duração estimada entre as duas e as três semanas.

As 150 toneladas de peixe que serão retirados das barragens, por forma a melhorar a oxigenação das águas, serão utilizados na produção de farinha destinada à alimentação animal.

A decisão foi anunciada por Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, em Évora, na passada quarta-feira, dia 16 de agosto, no âmbito de uma reunião da Sub-Comissão Regional da Zona Sul, da Comissão de Gestão de Albufeiras, realizada em Évora, que presidiu, e na qual estiveram presentes autarcas alentejanos, e representantes da Associação de Regantes da Vigia, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Águas de Portugal e das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, do Alentejo Central, do Alentejo Litoral e do Baixo Alentejo.

Recorde-se que a Barragem da Vigia se encontra a 14% da sua capacidade, encontrando-se o consumo diário dos regantes limitado a 20 mil m3 diários, para garantia do abastecimento público.

A Barragem do Monte da Rocha encontra-se a menos de 8% da sua capacidade. A descida ocorrida na última, deixou a descoberto uma aldeia que se encontrava submersa há mais de 30 anos. Atualmente encontra-se proibido o abeberamento de animais, encontrando-se várias localidades que eram servidas pela barragem, a ser abastecidas por autotanques.

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