A Casa do Alentejo, um dos espaços mais emblemáticos de Lisboa está em risco de fechar.
Este espaço que já tem 97 anos, como muitos outros pelo país, está a sofrer com a crise pandémica e pode mesmo não resistir. A afluência restaurante diminuiu e muitas das atividades que costumavam acontecer no espaço foram canceladas.
Em entrevista exclusiva à RC João Proença, presidente da associação que gere o espaço, explica que a pandemia trouxe vários “problemas na ordem financeira”.
O presidente explica que a Casa do Alentejo que em 2021 querem continuar a “manter a porta aberta e a manter os postos de trabalho”, que são 32 neste momento.
“Esses são objetivos que não abdicamos e iremos onde for possível com a gestão desta casa para os concretizar. Para chegarmos ao final de 2020 conseguimos um empréstimo de 400 mil euros que vamos ter de pagar, obtivemos de apoios através do lay-off de cerca de 80 mil euros e temos a situação regularizada com os trabalhadores e com os fornecedores”, revela.
No entanto, João Proença alerta que para 2021 serão precisos mais apoios para continuar com os propósitos de manter a Casa aberta e os postos de trabalho.
Atualmente a Casa do Alentejo já pediu apoios à Câmara Municipal de Lisboa, ao Ministério da Economia e ao Ministério do Trabalho. Porém, têm “como reserva as câmaras do Alentejo e as entidades que nos apoiam e também associações do Alentejo que nos contactam”.
Questionado se as dificuldades financeiras já existiam antes da pandemia, João Proença explica que “a situação do endividamento decorre desde maio, a Casa do Alentejo não tem prejuízos desde há 15 anos”.
Sobre os apoios obtidos para que a Casa do Alentejo não feche portas, conta que “em abril/maio fizemos a candidatura ao lay-off e dos meses que tivemos parados de março a maio com lay-off simplificado pagávamos só um terço dos vencimentos”. O presidente da Casa do Alentejo refere que este ano a receita será de apenas 1/5 comparativamente com o ano de 2019.
Sobre o apoio que foi pedido à Câmara Municipal de Lisboa, afirma que foi feita uma solicitação de “290 mil euros porque é o que nos ajudaria neste ano de 2020 e limparia todos os prejuízos que temos. O Ministério da Economia também tem um programa e já estamos na preparação da candidatura. Nós não estamos sozinhos, estamos com parceiros que também querem resolver os seus problemas e manter os postos de trabalho e manter as portas abertas”.