«A Educação no Período do Estado Novo» foi o tema escolhido para uma exposição que está patente no Centro Cultural de Redondo, e que contou com uma cerimónia inaugural subordinada ao mesmo tópico, no passado sábado (16 de fevereiro).
Em declarações à RC, António Recto, presidente da Câmara Municipal de Redondo, afirma que a comparação entre o ensino no Estado Novo e o atual, é como “entre a noite e o dia”.
Antigamente, o ensino era ministrado com “rigor, com alguma pressão mesmo, mas as pessoas aprendiam”. Atualmente, “também aprendem”, mas “para se adquirirem os mesmos conhecimentos, precisamos do dobro do tempo”, aponta.
O autarca exemplifica, dizendo que “os alunos de 4º ano no Estado Novo, ficavam com mais conhecimentos nalgumas matérias do que têm hoje os alunos de 9º ano”.
“Podemos admitir que o sistema de ensino pode ser melhorado, mas não podíamos era continuar com o que havia antes do 25 de Abril”
António Recto
António Recto defende que o sistema em vigor “pode ser melhorado e não pode andar ao sabor de cada ministro e de cada secretário de Estado”, invalidando que seja mantido o mesmo “mais do que uma década”.
Apontando a necessidade de “respeito por uma classe que são os professores”, defende que tal não acontece, e “isto não se pode manter mais”.
O presidente de Redondo afirma que, devido ao tempo que os alunos passam atualmente nas escolas, “o professor é o prolongamento dos pais”, sendo que tendo “para além de formar, o papel de educar”.
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