06 Out. 2022
 
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15:00-17:00

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) tem as duas unidades de cuidados intensivos para doentes com COVID-19 lotadas, avança a DianaFM.

O limite foi atingido cerca de uma semana depois da abertura da nova unidade de cuidados intensivos (UCI) no hospital de Évora, com mais cinco camas, que juntou à já existente, que tem oito camas.

Segundo a fonte hospitalar, as 13 camas em UCI estão ocupadas e encontram-se internados em enfermaria outros 56 doentes infetados com o coronavírus. O total de pessoas com COVID-19 internadas no HESE é de 79.

No entanto, nestes números não estão contabilizados os 10 doentes com COVID-19 que se encontram na estrutura de apoio cedida pela Câmara de Évora ao hospital.

A quase totalidade dos 22 utentes de um lar privado em Redondo, ficou infetada com o vírus da COVID-19 e registou-se um óbito associado à doença, disse hoje o presidente da câmara.

O surto foi detetado, há cerca de uma semana, na Residência de Idosos Terceiro Éden, depois de uma funcionária ter apresentado sintomas, indicou à Lusa o autarca de Redondo, António Recto.

Segundo o autarca, que indicou que há também funcionários infetados, mas não soube precisar quantos, há uma semana, nos primeiros testes para o SARS-CoV-2 na instituição, foram detetados 11 utentes com o coronavírus e, depois, mais nove.

Uma utente deste lar infetada com o vírus da COVID-19 morreu na semana passada, adiantou, referindo que os restantes residentes infetados encontram-se "estáveis".

António Recto assinalou que a Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP), instalada no Pavilhão de Exposições, com 36 camas, e mais dois espaços do município estavam preparados para receber os utentes que tinham testes com resultado negativo.

Contudo, argumentou, a proprietária do lar recusou sempre a transferência dos utentes com teste negativo por não ter funcionários para os acompanharem e entendeu "fazer a divisão no próprio lar".

O autarca garantiu que foi ele próprio quem comunicou à diretora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Alentejo Central a pedir assistência médica para os utentes e solicitou à Segurança Social a colocação de uma brigada no lar.

"Existe uma enorme dificuldade em articular com as autoridades com competências nesta matéria, sobretudo com a Saúde Pública", criticou, considerando também que existiu "dificuldades de gestão" por parte da proprietária do lar.

A Lusa tentou contactar a proprietária da instituição, mas não obteve resposta por telefone ou correio eletrónico.

Mas, em declarações ao Jornal de Notícias (JN), a responsável alegou que o delegado de saúde lhe disse que "todos os utentes que estavam negativos seriam retirados do lar", frisando que "como a câmara não tinha espaço, nem camas, não retiraram nenhum".

"Por isso é que, quando vieram repetir os testes, os outros já estavam infetados", lamentou.

O vice-presidente do PSD Salvador Malheiro, no seu comentário desta segunda-feira, 18 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a rotura nos hospitais de Portugal devido ao crescente número de casos de COVID-19, as medidas que podem vir a ser anunciadas hoje após reunião extraordinária do Conselho de Ministros, as eleições presidenciais e as sondagens.

Relativamente à situação de limite que os hospitais portugueses vivem, Salvador Malheiro, afirma que se está a viver um “momento crítico” e que se tem de ter “consciência de que isto vai continuar nos próximos dias”.

Portugal é o país que regista mais casos diários de COVID-19 por milhão de habitantes e o quarto com mais mortes em 24 horas. A situação pandémica em Portugal tem tido números bastante altos de novos casos e por esse facto o Governo anunciou que hoje se iria reunir extraordinariamente em Conselho de Ministros para ajudar medidas.

Questionados sobre o que tem de ser feito e que medidas reajustar, o vice-presidente o PSD afirma que “o confinamento que foi decretado não terá sido suficiente porque há uma lista grande de exceções e de atividades que não mostram equilíbrio e, conhecendo o povo português, infelizmente temos sempre aquelas pessoas que estão à procura de contornar a lei com uma criatividade impressionante”.

O social democrata acredita que “o Governo devia ir mais além hoje e falo na questão de limitar ao máximos as exceções e encerrar escolas, sobretudo no 3º ciclo e Ensino Superior, deixando o 2º ciclo para equacionar porque já se percebeu que no 1º ciclo não vale a pena”.

“Não se compreende que na primeira vaga, tendo o número de casos inferior aos de hoje ter havido um confinamento bem mais apertado que aquele que hoje vemos. Nessa altura nunca chegámos a ter os hospitais em rotura, nunca houve necessidade de fazer triagens a pessoas que teriam necessidade de ter ventiladores. (…) acho que é imperativo ir mais longe porque por vezes é preferível dar um passo atrás e tentar salvar o máximo de vidas para depois poder dar dois passos em frente com a máxima confiança”.

Questionado se aquando da audiência do PSD com o Governo o partido propôs a medida de encerramento das escolas, Salvador Malheiro garante que sim e afirma: “o PSD foi o partido que esteve sempre a apoiar o Governo nos Estados de Emergência, porque colocou sempre o interesse nacional em primeiro lugar. Quando fomos ouvidos pelo Governo nunca nos foi apresentada a lista de medidas que iriam ser implementadas passadas algumas horas. O facto de termos estado sempre ao lado do Governo no apoio do Estado de Emergência, nunca fomos informados previamente das medidas que iam ser implementadas”.

Sobre o que pode mais vir a ser feito para travar o crescimento de novos casos em Portugal, reforça: “é preciso que os portugueses cumpram”.

“Se no Conselho Ministros houvesse uma clarificação maior em relação às exceções e ao que são as exceções, porque existem exceções injustas e que permitem que as pessoas contornem a lei, também ficaria mais satisfeito”, frisa.

Sobre as eleições presidenciais e o voto antecipado em mobilidade que aconteceu no dia de ontem, afirma: “apesar de haver um aumento em relação às últimas legislativas, o número global do voto antecipado ainda é residual. De qualquer forma é uma evolução que está a acontecer e no bom sentido”.

No entanto, tece críticas ao Ministério da Administração Interna (MAI), pois “há muito tempo que sabia quantas pessoas iriam votar antecipadamente e, mesmo conhecendo as regras sanitárias que são impostas para evitar que o contágio exista nos locais de voto, e mesmo sabendo que o processo do voto antecipado é mais demorado que o voto normal, creio que houve falta de planeamento, falta de preparação por parte do MAI”.

O social democrata afirma: “já percebemos que o Ministro está com a sua autoridade muito diminuída e creio que, mais uma vez, o Ministério ficou aquém das suas possibilidades e não prestou um bom serviço a Portugal”.

Porém, deixa um apelo “para que vão votar no próximo domingo”.

Quanto à campanha dos candidatos presidenciais refere que está a ser sui generis e que será um ato eleitoral que “vai ficar na história por coincidir com um dos picos da pandemia COVID-19 em Portugal”.

“Olhando para o espectro dos nossos candidatos vejo que se está a exacerbar algum fanatismo na maioria dos candidatos com tomadas de posição muito vincadas e está a faltar alguma moderação. A campanha de Marcelo Rebelo de Sousa tem sido moderada, mas o mesmo não se pode dizer da campanha de André Ventura, de Ana Gomes, de Marisa Matias, que tem acicatado posições de algum extremismo/fanatismo”, afirma.

Por fim, relativamente às sondagens que continuam a apontar o PSD com alguma distância em relação ao PS, diz: “as sondagens valem o que valem, são ferramentas boas para quem está a gerir partidos, para quem está a gerir projetos políticos, para nós o que conta mais são as eleições. Antes das legislativas temos presidenciais e autárquicas e o que importa ver é o resultado das presidenciais e depois as autárquicas. De todas as formas estamos atentos às sondagens, mas damos o valor que pretendemos dar”.

A Direção-Geral de Saúde, na atualização epidemiológica da COVID-19 em Portugal hoje, atualizou a Incidência Cumulativa por concelho, com dados entre 30 de dezembro de 2020 a 12 de janeiro de 2021. 

Veja aqui a fotogaleria com estes dados por concelho:

 

Segundo o último Boletim Epidemiológico da DGS, tornado público no dia de hoje, 18 de janeiro, foram confirmados 18.458 casos de COVID-19 no Alentejo, mais 258 em relação ao dia de ontem.

Neste momento estão registadas, de acordo com o Relatório, 414 mortes na região, ou seja, mais 14 que no dia de ontem.

Já se encontra aberto o Aviso para apresentação de candidaturas ao Programa de Apoio à Produção Nacional (Base Local), no âmbito do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego.

Os interessados deverão submeter a candidatura até às 18:00 horas do dia 15 de fevereiro de 2021.

O Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN) é um instrumento de política pública de apoio direto ao investimento empresarial produtivo que tem como objetivo estimular a produção nacional (Base Local), com enfoque no setor industrial e no setor do turismo, sendo elegíveis exclusivamente os projetos relativos a atividades incluídas nas divisões 05 a 33 da CAE, bem como as CAE das divisões 55 – Alojamento e 56 – Restauração e similares.

Poderão apresentar candidatura a este apoio, micro e pequenas empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica que cumpram os critérios de acesso e elegibilidade apresentados no aviso e com projetos localizados no território de intervenção da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central distrito de Évora).

A dotação orçamental indicativa do FEDER afeta ao presente concurso é de 990.000€ dos quais 660.000€ serão para a Indústria (CAE das divisões 05 a 33) e 330.000€ para os CAE das divisões 55 e 56.

Para mais informações consulte o Aviso nº ALT20‐D7‐2021‐04, disponível a partir de https://www.portugal2020.pt/candidaturas?lc=18&sc=base%20local

A Câmara Municipal de Estremoz atualizou a situação epidemiológica no concelho à data de 18 de janeiro.

Segundo os dados fornecidos pela Autoridade Regional de Saúde do Alentejo, registaram-se 35 novos casos de COVID-19 desde a última atualização.

Atualmente o concelho de Estremoz regista um total de 560 casos confirmados de COVID-19, dos quais 467 ativos, 88 recuperados e 05 óbitos.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Évora esclarece a situação das alegadas dificuldades de socorro por parte dos Bombeiros Voluntários na Rua do Raimundo na passada sexta-feira.

Fique de seguida com o comunicado na íntegra: 

"A instalação de pilaretes nas cidades é uma das medidas mais utilizadas para conter acessos condicionados e salvaguardar a mobilidade dos cidadãos, direito frequentemente amputado por estacionamentos abusivos. Trata-se de uma medida de recurso e complementar à fiscalização, certamente dispensável num cenário de cumprimento geral do Código da Estrada.

Em Évora, os pilaretes instalados para acesso reservado ou condicionado são amovíveis e de remoção rápida, mediante a utilização de chaves distribuídas às forças de segurança, bombeiros voluntários e proteção civil. E, em alguns casos, aos próprios residentes.

É neste enquadramento que se estranham algumas manifestações de indignação relacionadas com alegadas dificuldades de socorro por viaturas dos Bombeiros Voluntários. Estranheza agravada pela inexistência de dificuldades registadas pelo próprio Corpo de Bombeiros Voluntários de Évora com o qual mantemos articulação estreita e de permanente colaboração. E, evidentemente, pelo facto de as dificuldades de circulação que nos têm sido reportadas pelo Bombeiros Voluntários no Centro Histórico serem muitas vezes causadas precisamente por viaturas mal estacionadas e não por pilaretes.

Na passada sexta-feira, 15 de Janeiro, a Rua da República foi cortada de urgência ao trânsito para reparação de uma conduta de água. O Município de Évora alertou as forças de segurança, Bombeiros Voluntários e a população em geral com recurso a meios considerados adequados dada a celeridade exigida. Uma viatura de socorro não urgente dos Bombeiros Voluntários de Évora subiu a Rua do Raimundo e desobstruiu sem dificuldade os pilaretes ali instalados. Seguiu o seu caminho e concluiu a sua missão. A dificuldade foi portanto forjada, neste como em outros casos, por interpretações abusivas e mal-intencionadas que visam denegrir o trabalho da Câmara Municipal e dos seus trabalhadores bem como, não tendo pejo de usar notícias falsas, tentar obter dividendos políticos e partidários.

O Município de Évora tem em curso a elaboração de um Plano de Mobilidade apelando a todos os que, construtivamente, quiserem contribuir para uma melhor mobilidade. E continuará a pugnar por soluções construtivas e equilibradas e que sirvam o interesse coletivo no Concelho de Évora". 

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