02 Dez. 2021
 
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15:00-17:00

O ano de 2013 ficou marcado pela diminuição do consumo de carne, leite, fruta, vinho e cereais em 2013, um ano que fica também marcado por um ligeiro aumento do défice da balança comercial de produtos agrícolas e agroalimentares, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Luís Vasconcelos e Sousa da Associação Nacional de produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) disse à Rádio Campanário que “é importante percebermos onde é que a crise é mais dura e o setor alimentar é o que menos sofreu até agora, mas chegou a altura de sofrer como os outros, não com a mesma intensidade mas isso vai ter as suas consequências”.

“O que se nota é que o consumo também mudou e é natural que passem a existir outras prioridades”, salienta Luís Sousa, acrescentando, “os produtores nacionais produzem muito pouco daquilo que os portugueses consomem, no trigo entre 5 a 10 por cento e no milho 35 a 40 por cento, há um défice enorme”.

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Cada português residente em território nacional consumiu, em média 105 quilos de carne (106 em 2012), 130 quilos de cereais (131 em 2012), 80 litros de leite (83 em 2012) e 40 litros de vinho (47 em 2012).

O consumo de leite e derivados tem vindo a decrescer desde 2008 (-10,3% entre 2008 e 2013), atingindo apenas 1.307 mil toneladas em 2013.

No caso do vinho, a produção registou um acréscimo de 12,2% na campanha de 2012/2013, enquanto o consumo caiu 16,5%, melhorando o grau de aprovisionamento

Quanto ao arroz, o consumo humano manteve-se estável (16,3 quilos em 2013 face aos 16,2 quilos consumidos em 2012), não acompanhando a tendência de decréscimo da produção (-6,4%), o que obrigou a um aumento das importações (58,3%) para satisfazer as necessidades de consumo.

Em termos de fruta, o consumo “per capita” ficou-se pelos 98 quilos na campanha de 2012/2013, menos 13,4 quilos do que na anterior campanha.

Portugal não é autossuficiente em frutos e importou, em média, cerca de 30% do que consumiu entre 2010/2011 e 2012/2013.

No que respeita à carne, Portugal produziu apenas 72,9% da quantidade necessária para satisfazer as necessidades de consumo (76% em 2012).

O saldo da balança comercial agroalimentar em 2013 foi deficitário em 3,7 mil milhões de euros, o que significa mais 39 milhões de euros do que no ano anterior.

As importações aumentaram 5,6%, atingindo um valor de 7,2 mil milhões de euros, enquanto as exportações cresceram 11% face a 2012, totalizando 3,5 mil milhões de euros.

 

O saldo da balança comercial dos produtos florestais manteve-se excedentário (2,5 mil milhões de euros) e melhorou 140 milhões de euros face a 2012.

O Município de Sousel vai poupar cerca de 30 mil euros ao ano, o que equivale a 30% dos encargos energéticos com o Complexo Desportivo de Sousel.

À Rádio Campanário o presidente da Câmara Municipal, Armando Varela explica que foi feita “a inventariação dos consumos energéticos e dividimos os investimentos em quatro fases, a instalação de painéis solares, uma caldeira a biomassa, a instalação de uma manta térmica nas águas e a substituição das vidraças do edifício”.   

Quatro medidas de eficiência energética que cujo retorno “é imediato no consumo de gaz”.

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As medidas em causa incluem a instalação de um  sistema solar térmico, constituído por 84 coletores, a colocação de uma cobertura térmica, a instalação de uma caldeira a biomassa e de uma bateria de condensadores. No total, este projeto representa um investimento de 170 mil euros, sendo que o recurso a diversos fundos comunitários permitiu um período de retorno do investimento, para o município de Sousel, de apenas 15 meses.

 O complexo é composto por uma piscina e um pavilhão, cujos consumos anuais rondam, em média, os 25 000 kWh de energia elétrica e 40 000 kg de gás propano. Ao todo, o consumo energético corresponde a um custo anual de 90 mil euros.

A intervenção foi realizada pela AREANATejo, agência regional de energia e ambiente do Norte alentejano e Tejo, que, com base numa auditoria energética realizada, apurou um potencial de poupança anual de 40% no consumo energético (cerca de 35 000 euros/ano).

 Graças ao sistema solar térmico foi possível reduzir 7 000 kg/ano na utilização de gás propano, cerca de 20% das necessidades energéticas anuais. A medida representou um investimento de 90 mil euros e foi financiada pelo INALENTEJO (85%) no âmbito do Projeto SolAcqua, resultando num período de retorno do investimento inferior a dois anos.

 A cobertura térmica, cujo investimento foi de 4 000 euros, permitiu a redução de 5 a 10% do uso de gás propano, reduzindo ainda perdas por evaporação e consequentes necessidade de renovação de ar (para desumidificação) e de consumo e tratamento de água.  A medida foi financiada pelo POCTEP (75%) no âmbito do Projeto RETALER II (em colaboração com a CIMAA), apresentando um período de retorno do investimento de aproximadamente um ano.

 A caldeira a biomassa (pellets), instalada em Dezembro de 2013, acrescentou uma poupança de 40% no aquecimento, o equivalente a 19 000 euros. O investimento aqui foi mais significativo, na ordem dos 75 000 euros, financiado pelo Programa MED (75%), no âmbito do Projeto ZEroCO2 (em colaboração com a CIMAA), apresentando um período de retorno de um ano.

Durante este ano irá proceder-se à instalação da bateria de condensadores, para compensação da energia reativa, que permitirá reduzir 5% dos custos com energia elétrica (à volta de 2 mil euros/ano). O Programa MED (Projeto Green Partnerships) será responsável por 75% do financiamento da medida, orçada nos 2 250 euros. O período de retorno será de quatro meses.

Dois monumentos no distrito de Évora e um no distrito de Portalegre foram esta sexta-feira (25 de Julho) classificados pelo Governo Português como monumentos de interesse público.

A Secretaria de Estado da Cultura classificou como monumento de interesse público a Igreja do Senhor Jesus da Piedade em Elvas, no distrito de Portalegre, a Igreja de Santa Barbara, em Borba e a Ermida de São Pedro da Ribeira, em Montemor-o-Novo, ambas no distrito de Évora.

De referir que com a classificação da Igreja de Santa Barbara em Borba, foi fixada uma zona especial de proteção do mesmo monumento.

- A Igreja do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, constitui um dosmais significativos exemplos das experiências barrocas da arquiteturaportuguesa de Setecentos, marcada por um forte ecletismo.No entanto, e ao contrário do que acontece noutros templos alentejanos,inscritos no ciclo de influência de Mafra, o modelo do Senhor Jesusda Piedade parece derivar diretamente da convergência entre a tradiçãonacional e o barroco da Europa Central.Edificada em 1753, a igreja veio substituir uma pequena capela construídapoucos anos antes

- A Igreja de Santa Bárbara é um pequeno templo de fundação quinhentista, cuja construção se destinava a servir os trabalhadores das muitas quintas agrícolas então existentes nos arredores de Borba, e que foi paroquial da antiga freguesia rural com o mesmo nome.

Apesar de constituir um singelo modelo arquitetónico regional, de linhas depuradas e caráter pouco erudito, o edifício é particularmente harmonioso e bem integrado na envolvente, sendo revelador da devoção popular que o tornou centro de um movimento regular de culto e romarias.

- A Ermida de São Pedro da Ribeira, de suposta fundação tercentista, foi reconstruída no início do século XVI para albergar a irmandade dos Fiéis de Deus, como atesta a lápide comemorativa colocada no interior. O templo, ao qual foi acrescentada no século XVIII a atual galilé, de cinco arcos redondos, resulta essencialmente da remodelação tardo -quinhentista

 

do edifício manuelino, do qual integra diversos elementos estruturais. A ermida destaca -se sobretudo pelo rico programa decorativo do interior, que inclui um conjunto de pinturas murais dos séculos XVI e XVII, cuja principal composição é o fresco tardo -gótico da parede fundeira da capela -mor, figurando São Pedro no trono papal, com as insígnias tradicionais, rodeado por cenas rurais em planos distintos (onde se inclui a exótica representação de um elefante), de evidente matriz erudita, apesar da fatura ingénua e popular.

A Federação Distrital de Portalegre do PS decidiu não intervir na crise política instalada na Câmara Municipal de Elvas, despoletada no passado dia 15 de julho, quando Nuno Mocinha, presidente da edilidade elvense, retirou os pelouros aos vereadores Rondão Almeida e Elsa Grilo.

Foi através de um comunicado, que a Federação decidiu pronunciar-se, podendo ler-se, “a Federação Distrital de Portalegre, do Partido Socialista tem estado particularmente atenta à crise institucional que se instalou, nos últimos dias, na Câmara Municipal de Elvas”, entendeu, “não intervir, até agora, pois qualquer intervenção pública que viesse a tomar poderia a mesma ser considerada, não só uma ingerência no órgão institucional livre e democraticamente escolhido pelos elvenses, como contraproducente relativamente à resolução do problema”.

No mesmo documento a Federação Distrital de Portalegre do PS refere que “depois das várias conferências de imprensa, realizadas sobre este tema, onde a questão institucional assumiu contornos políticos, entendeu o Presidente da Federação Distrital de Portalegre do Partido Socialista requerer ao Presidente da Comissão Política Distrital a realização de uma reunião do órgão deliberativo distrital para que o assunto pudesse ser apreciado e objeto de deliberação”, esclarecendo, “os órgãos deliberativos – Comissão Política Distrital e Comissão Política Concelhia – apenas participam no processo de escolha dos candidatos a Presidente de Câmara pois, uma vez concluído o processo de escolha, cada candidato passa a ser o Candidato do Partido Socialista, mediante procuração do próprio Secretário-Geral do PS”, importando, “avaliar a possibilidade da nulidade de deliberações que retirem poderes de atuação ao Presidente da Câmara Municipal, porque o seu poder advém da legitimidade democrática conferida pelos eleitores em Eleições Autárquicas, ou das deliberações de concelhias que retirem uma confiança política que foi dada apenas pelo Secretário-Geral do Partido Socialista. Será isso que os órgãos de Partido Socialista a nível distrital irão deliberar no mais curto espaço de tempo”.

 

 

O Centro Distrital de Évora da Segurança Social ocupa o primeiro lugar no rating dos Centros Distritais ao nível do cumprimento e superação relativo ao ano de 2013.

À Rádio Campanário a diretora regional da Segurança Social, Sónia Ferro, diz que “é uma meta muito ambiciosa a que nos propusemos e que superámos”. 

Sónia Ferro conta que os Centros Distritais de Leiria e Setúbal também configuram no Relatório, “mas dos vários itens que foram considerados para este cálculo, o Centro de Évora ficou em primeiro lugar na eficiência e na qualidade”, sendo o único Centro Distrital que consta nos dois parâmetros.   

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Segundo o Relatório e no que diz respeito ao parâmetro eficácia o grau de concretização oscilou entre 125% em Setúbal e 96% em Braga.

Quanto à eficiência, a concretização oscilou entre 117% em Évora e Setúbal e 80% em Coimbra e Vila Real.

A qualidade variou entre um máximo de 115% em Évora, Faro e Leiria e um mínimo de 104% em Coimbra e Viana do Castelo.

Globalmente o grau de concretização variou entre 117% em Évora, Leiria e Setúbal e 101% em Coimbra.  

O município da Barrancos está em 1º lugar na lista dos municípios alentejanos com menor autonomia financeira, segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2013, da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, recentemente publicado e que a Rádio Campanário teve acesso.

O estudo considera que existe independência financeira nos casos em que as receitas próprias representam, pelo menos, 50% das receitas totais.

A lista dos mais autónomos financeiramente é composta por 50 municípios, sendo que nenhum município Alentejo consta da referida lista.

 

De entre os 50 mais dependentes financeiramente estão 14 municípios alentejanos, como é o caso de Barrancos, seguindo-se logo Monforte e Mértola. Os 14 Municípios que de seguida lhe mostramos, constam do referido ranking dos municípios com menor independência financeira, ou seja, com menos captação de impostos e taxas e mais dependentes das transferências do Estado (números de 2013):

 

Municípios que apresentam menor Independência Financeira (receitas próprias / receitas totais) – 2013

 

Municípios

2012

2013

1

Barrancos

8,3%

9,2%

2

Monforte

10,6%

11,5%

3

Mértola

12,9%

14,4%

4

Borba

24,2%

14,9%

5

Ourique

16,0%

15,1%

6

Almodôvar

14,3%

15,7%

7

Portel

18,9%

16,5%

8

Fronteira

20,4%

16,6%

9

Mourão

16,8%

17,7%

10

Alandroal

15,1%

17,8%

11

Alvito

13,7%

18,0%

12

Arronches

14,4%

18,2%

13

Nisa

21,6%

18,9%

14

Arraiolos

20,8%

19,0%

O comendador Rondão Almeida garantiu à Rádio Campanário que não se demite e continuará a trabalhar e a apresentar propostas.

As declarações foram proferidas à margem da reunião de Câmara que decorreu quarta-feira, 23 de julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Elvas.

Uma reunião que começou depois da hora marcada devido à falta de quórum e que terminou de forma inesperada, conforme a Rádio Campanário oportunamente noticiou.

Rondão Almeida diz que “continua a mesma liderança do Partido Socialista e hoje mais reforçado do que nunca, neste momento a nossa posição tem mais de 4 mil subscritores e como tal o Partido Socialista em Elvas deixou de ter um homem da sua confiança a governar enquanto presidente, o PS retirou-lhe a confiança politica pelos seus atos e atitudes”.  

O vereador diz que o apoio de Nuno Mocinha é o vereador do CDS que convidou os seus militantes para fazer “uma cena triste” nos Paços do Concelho.

Rondão Almeida refere que “houve uma fragilidade por parte da vereadora Vitória, ela assinou conjuntamente com os cinco colegas e os sete suplentes, uma declaração de renúncia que só seria entregue caso não se conseguisse gerar o consenso”.      

O comendador diz ainda que “quando surgem questões desta natureza passam da politica para o Ministério Público, o que pedimos é que o Ministério Público ao ver estes documentos seja capaz de chamar de imediato os intervenientes e haja uma providencia cautelar para que esta senhora não possa continuar a exercer as funções enquanto a justiça não aclarar essa situação”.

No que concerne à demissão dos vereadores socialistas e consequentemente a realização de eleições antecipadas, Rondão Almeida diz que “enquanto houvesse possibilidade de diálogo continuaríamos a dialogar”, afirmando que “a fonte de diálogo vai esgotar-se sexta-feira na Assembleia Municipal” de 25 de julho que terá como ponto único na ordem de trabalhos a conjuntura atual dos membros do executivo.

O vereador finaliza dizendo, “perante a situação criada pela vereadora Vitória, evidentemente que ninguém irá apresentar as declarações de renúncia e vamos ter uma câmara que até aqui era um exemplo nacional de trabalho”, realçando, "não nos vamos demitir e vamos continuar a trabalhar, a apresentar as nossas propostas e com certeza que os quatro eleitos vão mostrar à população quem é que tem razão”. 

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A Polícia Judiciária, informou-nos que através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, identificou e procedeu à detenção de um homem, de 27 anos de idade, pela existência de fortes indícios de autoria de um incêndio ocorrido na cidade de Évora em meados de abril deste ano. 

Segundo a informação que obtivemos o “incêndio em causa teve por alvo uma viatura automóvel de valor elevado, a qual ficou praticamente inutilizada, tendo-se o fogo ainda propagado a uma outra viatura que se encontrava estacionada nas imediações e que só não foi igualmente destruída graças à ação célere dos bombeiros.”

O presumível autor encontra-se desempregado e a sua conduta terá sido motivada por questões de natureza passional. 

 

O detido será presente a primeiro interrogatório judicial, no qual será sujeito à aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Os inspetores do trabalho do Centro Local do Alto Alentejo (CLAA) da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), realizaram uma ação inspetiva neste mês de Julho a 8 entidades empregadoras de diversos setores de atividade, visando o combate ao trabalho não declarado e a verificação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores.

Segundo fonte da ACT nesta ação, foram identificados 46 trabalhadores, dos quais 6 encontravam-se não declarados à segurança social.

 

Dos procedimentos de ação inspetiva adotados pelos inspetores do trabalho destacam-se 8 notificações para apresentação de documentos, 17 autos de advertência, 7 autos de notícia e 1 notificação para apuramento de quantias em dívida.

A Guarda Nacional Republicana deteve um homem, de 59 anos, e uma mulher, de 56, numa propriedade próxima de Sousel, no distrito de Portalegre, por suspeita de tráfico de droga.

Segundo a informação que temos, a detenção, segundo fonte da GNR, ocorreu na quarta-feira, quando foi apreendida aos suspeitos uma planta de canábis com 1,5 metros de altura, depois de a terem cortado e de a tentarem ocultar.

 

Os suspeitos foram presentes ao Tribunal de Estremoz, tendo ficado sujeitos a termo de identidade e residência.

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