Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 18 Fev. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 18 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os incidentes racistas no jogo entre o Guimarães e o FC Porto, a união da esquerda no combate ás comissões bancárias e ainda o aumento dos dias de férias e dos subsídios de refeição para os funcionários públicos.

Sobre os incidentes racistas no futebol, Carlos Zorrinho começa por referir que “o que aconteceu em Guimarães no domingo é inaceitável”, acrescentando que “é o contexto de intolerância na sociedade, no futebol, na vida em geral”.

O eurodeputado considera que “não é uma intolerância exclusiva da sociedade portuguesa, o caso Marega fez com que viessem a público inúmeros casos noutros países”, referindo que “os adeptos tiveram um comportamento muito indigno, por seu lado, o jogador teve uma atitude muito digna”.

Carlos Zorrinho refere que ”temos assistido a uma grande onda de solidariedade com a causa, obviamente com as exceções já esperadas”, no entanto, “mais importante que a onda de indignação, é a vaga de ação”.

Para o eurodeputado “é preciso que as pessoas que foram identificadas sejam punidas, os comportamentos racistas, de violência física ou verbal, são um crime público”, por outro lado, “é necessário um comportamento pedagógico e preventivo”.

Sobre esta pedagogia, Carlos Zorrinho refere que “é necessária ao nível de toda sociedade, é necessária uma reflexão sobre este tipo de incidentes”, lembrando que “muitas das vezes os programas sobre futebol são marcados por atitudes violentas e de alguma intolerância”.

Por outro lado, a questão das claques também deve ser solucionada, para o eurodeputado “é necessário definir se são dos clubes ou não”. Caso sejam dos clubes “eles têm de ter capacidade para os controlar e exercer atitudes preventivas”, caso não sejam “terão de ser as autoridades a exercer esse trabalho”.

Carlos Zorrinho refere que “poderá ser necessária uma atitude musculada de controlo, tal como aconteceu com os hooligans em Inglaterra”, referindo mais uma vez que “estas situações não podem acontecer”.  

Sobre a união da esquerda para reduzir as comissões bancárias, Carlos Zorrinho começa por considerar que “existirão muitas comissões que serão injustas, outras até poderão ter a sua justificação”, no entanto, “como em toda as atividades é necessária uma regulação, de maneira a que os serviços prestados sejam cobrados de acordo com esse valor”.

O eurodeputado refere que “não se podem cobrar comissões desproporcionadas”, acrescentando que “a aprovação de uma legislação que estabeleça limites ás comissões irá permitir ao regulador ter um instrumento de controlo mais forte”.

Carlos Zorrinho afirma que “é para medidas como esta que a esquerda se deve unir”.

Naquilo que concerne a possíveis aumentos de dias de férias e subsídios de refeição para os funcionários públicos, o eurodeputado explica que “as condições de trabalho de um funcionário não são apenas medidas pelo seu ordenado”.

Para Carlos Zorrinho “os dias de férias e os subsídios que complementam o ordenado também são muito importantes”, acrescentando que “o Governo está a procurar, e bem, reconhecer os funcionários públicos pelo seu trabalho”.

O eurodeputado lembra que “todos estes aumentos e remunerações têm de ser feitos dentro dos limites orçamentais”, uma vez que, “ter excedente não é algo decorativo, é algo importante que nos permite financiar com taxas de juro muito mais baixas que irão permitir poupar recursos que poderão ser alocados agora nestes aumentos”.

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