21 Out. 2021
 

Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 09 Dez. 2020

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 09 de dezembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o Plano de Reestruturação da TAP e ainda o novo estado de emergência, aprovado na Assembleia da República na semana passada.

Relativamente à situação da TAP, João Oliveira, começou por dizer que estamos perante “uma situação muito complicada e abordada na perspetiva errada porque em primeiro lugar temos que encarar de frente o impacto tremendo que a pandemia de covid 19 trouxe a todo o sector da aviação no plano mundial” acrescentando “não só na TAP mas em todas as companhias aéreas do mundo”.

O Deputado Parlamentar suvblinhou ainda “ o que está a acontecer com a TAP não é diferente do que está a contecer, de uma forma geral, com outras companhias aéras no entanto, a situação da TAP, é verdade, que nos últimos anos , particularmente depois da decisão de privatização e das medidas tomadas, deixaram a empresa com enormes fragilidades e vulnerável.”

João Oliveira garante ainda que “a verdadeira questão que temos que colocar neste momento é o que se quer para o futuro” destacando sobretudo que “até março deste ano a TAP era um dos maiores contribuintes líquidos nacionais e dos que mais contribuía para a riqueza nacional, ou seja, eya um instrumento económico que trazia muita riqueza ao nosso país, não só pelos servioços prestados às nossas comunidades mas pela atividade desenvolvida num conjunto de áreas muito significativas pois se não fosse a TAP deixaríamos de ter ligações com uma série de países.”

Segundo o Deputado “a verdade é que nós precisamos de uma companhia aérea de bandeira e julgo que não passa pela cabeça de ninguém que se possa fazer desaparecer a TAP.”

João Oliveira diz que a questão que se coloca “é como é que isso se faz “adiantando que “em Portugal tem que acontecer o mesmo que acontece em outros Países, cabendo a decisão a Portugal e não à União Europeia.”

A idéia de que o futuro da TAP está pendente da União Europeia aprovar ou não este Plano de Reestruturação, isso só depende da postura que o governo português decidir adoptar", refere.

Questionado se o governo Português tem ou não capacidade para um investimento financeiro desta natureza, o Deputado joão Oliveira disse “Eu acho que essas reflexões são muito importantes no entanto no imediato, o que precisamos de saber é que decisões temos que tomar agora, que defendam a TAP para o futuro. Se a TAP ficar reduzida a uma ínfima parte daquilo que é, naturalmente não só não fica em condições de cumprir o papel que se espera dela como ainda por cima fica mais à mercê, de um dia qualquer, ser comprada pela Lufthtansa ou uma outra grande companhia qualquer, que façam dela uma sucursal portuguesa.”

Quanto à capacidade do Governo para este investimento, João Oliveira refere “este problema já não se coloca porque a injeção de recapitalização já foi feita.A questão agora é outra e é aí que o governo está a errar profundamente. O governo português está a partir do princípio de que o País e o governo portugês têm que se sujeitar à aprovação do plano de Reestruturação da TAP , por parte da União Europeia.”

O Deputado acrescenta ainda “se há outros países que se recusaram a deixar nas mãos da EU as decisões sobre as suas companhias aéres de aviação, porque é que Portugal há-de fazer o contrário.”

No que diz respeito ao facto do Plano de Reestruturação estar presente no Parlamento para discussão ou eventual aprovação, João Oliveira refere “ neste aspeto o governo tem todas as possibilidades de tomar um decisão sobre isso e encontrar uma solução que melhor corresponda à solução de fundo que é preciso encontrar e é nessa que devem ser centradas as atenções.”

Ser o Governo entender que, para defender o futuro da TAP, defendendo uma perspetiva da TAP que não seja de despedimentos, de redução da sua dimensão, se para isso for preciso haver um debate na Assembleia da República que suporte essa tomada de decisão, eu julgho que não há dificuldade nenhuma. Se a perspetiva do governo é levar para a Assembleia da República, para ser chancelado um plano que já está aprovado e pronto a entregar em Bruxelas, a propôr a mutilação desta empresa nacional, eu julgo que dificilmente se sairá bem da situação “ acrescentando no entanto que 2o documento ainda não é conhecido pelo Grupo Parlamentar do PCP mas pelas notícias que têm vindo a público, o programa que o governo tem preparado é exatamente o oposto do que nós defendemos para a TAP pelo que contará com a nossa oposição.”

Ainda nesta revista de imprensa, o deputado João Oliveira falou sobre o novo estado de emergência aprovado na passada semana assim como as novas medidas anunciadas para o Natal e para o Fim de Ano realçando que “não é por ser Natal ou Ano Novo que o vírus desaparece por isso a preocupação e os cuidados devem manter-se “.

João Oliveira frisou ainda que “os impatos das medidas de restrição aplicadas são difíceis de conceber pois se o governo diz que o maior risco de transmissibilidade está em contexto familiar, como se justificam as medidas de restrição aplicadas ao setor da restauração.”

O deputado refere, por último, que “as decisões que foram tomas a propósito de casamentos, batizadois e outras são completamente absurdas pois não previligiaram o cumprimento das condições de segurança sanitária e permitiram que tudo fosse feito à balda.”

O país não aguenta estas restrições, as pequenas empresas não aguentam estas restrições e as dificuldades que lhes estão a ser impostas sem se perceber porquê. Apesar da proposta apresentada pelo PCP e aprovada para o OE de 2021, que contempla um apoio para as pequenas e médias empresas, isso não é mais do que uma bóia de salvação, no entanto,  não é só disso que as empresas precisam. Elas precisam é que os clientes possam voltar lá”, sublinhou.


 

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