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Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 13 Jan. 2021

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 13 de janeiro, falou sobre o novo estado de emergência , aprovado pelo parlamento na manhã de hoje.

João Oliveira referiu “que o País enfrenta um situação muito complicada em termos sanitários mas também em termos económicos e sociais” acrescentando que “há problemas que vão surgindo com consequências dramáticas que se não formos impedindo poderão ter consequências e perdas maiores. “ No que diz respeito à situação vivida atualmente nos lares, o deputado refere “ que é uma das situações que levanta mais preocupações e que precisa de medidas de emergência “ mas que “ é preciso que exista consciência, dos problemas que temos e da forma como temos que lidar com eles, em vez de medo”.

Segundo o deputado existe neste momento uma grande problema, difícil de contornar, e que diz respeito “à pressão que está criada no Serviço Nacional de Saúde, às medidas de reforço que têm que ser tomadas para dar resposta às situações covid mas também a todas as outras, os problemas dos apoios sociais aos idosos, às pessoas com deficiência, aos doentes crónicos, existindo ainda o problema económico colocado através da perspetiva de encerramento de algumas atividades durante mais um mês, podendo significar em muitas situações milhares de falências, milhares de despedimentos, e o agravamento da situação económica que só por si já é muito difícil.”

Segundo João Oliveira “tem que se proteger quer as vidas que podem ser afetadas pelo vírus quer as vidas que podem ser afetadas pelas consequências destas medidas porque estas medidas não são a verdadeira solução.”

O deputado esclarece ainda “a solução é no ponto de saúde reforçar o SNS e no plano da economia e no plano social e não tomar medidas que ponham em causa outras vidas por outras formas.”

Este é um equilíbrio difícil de fazer” acrescenta.

João Oliveira reforçou ainda que “não se pode dizer que tudo está a ser feito e que o confinamento resolve tudo porque há muitas coisas que não estão a ser feitas e há medidas que tem que ser tomadas com urgência, haja ou não haja estado de emergência porque mesmo havendo um novo confinamento, se essas medidas não forem tomadas, o problema acontece daqui por um mês ou dois e voltamos a entrar em outro confinamento.”

De acordo com o deputado “ uma das questões colocadas na reunião realizada ontem com os especialistas é precisamente a hipótese de o agravamento que neste momento se está a verificar resultar da nova estirpe do vírus ser muito mais contagiosa que as outras e nessa situação não é o confinamento que vai resolver.”

Em relação à vacinação João Oliveira adiantou “ser um dos aspetos em que se devia estar a procurar intervir para garantir mais rapidez e capacidade de vacinação e infelizmente nesse aspeto, a União Europeia está a travar-nos pois Portugal está a comprar vacinas apenas às farmacêuticas validadas pela União Europeia e estas não têm capacidade de produção face às nossas necessidades.”

João Oliveira abordou ainda a questão das Eleições Presidenciais e o seu possível adiamento assim como à forma como vão decorrer e à campanha eleitoral.

Em relação ao possível adiamento, o deputado realçou “ que a problemática do adiamento destas eleições revela alguma desvalorização das eleições, considerando-o inaceitável” acrescentando “estranho que haja candidatos à Presidência da República com um discurso de desvalorização do cargo para o qual se estão a candidatar.”

Não é possível haver adiamento das eleições, a constituição não permite isso. Mesmo que o fosse seriam adiadas para quando e como era possível ter um Presidente a tomar decisões já depois de terminado o seu mandato? ”, refere.

João Oliveira acrescenta ainda que “espera que tudo seja preparado antecipadamente para as eleições, e que possa haver uma maior participação dos portugueses neste ato eleitoral, tendo em consideração a possibilidade do voto antecipado o que pode ajudar à participação das pessoas “ sublinhando ainda que coloca algumas reservas relativamente “ à possibilidade de as urnas de voto serem levadas aos lares, podendo colocar em questão quer situações sanitárias quer de fiabilidade do ato eleitoral.”

A campanha eleitoral está marcada pelas dificuldades da situação sanitária que vivemos e as medidas restritivas de um novo estado de emergência criará ainda mais dificuldades à possibilidade de realização dos atos da campanha eleitoral que naturalmente tem que acompanhar as medidas de restrição e de proteção sanitárias em vigor.”

João Oliveira termina abordando as sondagens realizadas e que não são muito risonhas para João Ferreira, candidato apoiado pelo PCP, dizendo “ eu diria o contrário. Diria que as sondagens tem dado uma perspetiva positiva e animadora que para além de apontar uma perspetiva de um bom resultado eleitoral tem revelado um apoio crescente e uma dinâmica de crescimento da campanha e até das intenções de voto que têm sido reveladas.”

 

 

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