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Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 27 Jan. 2021

O deputado João Oliveira, eleito pelo PCP, no comentário desta quarta-feira, dia 27 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário, os resultados das eleições presidenciais de 2021, marcados pela reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa com 60,76% dos votos; os níveis de abstenção e as suas limitações em contexto pandémico; a afluência de votos por parte do candidato André Ventura no Alentejo e algumas previsões acerca das futuras legislativas.

O deputado do PCP começou por referir o resultado das presidenciais como "pré-anunciado", tendo em conta que Marcelo Rebelo de Sousa adquiriu a maioria de voto em todos os concelhos de Portugal. Este resultado, "acaba por traduzir esse balanço que já levava ao longo destes últimos 5 anos de mandato e, particularmente, nesta última fase próxima das eleições," explica.

O valor de abstenção nestas eleições presidenciais de 2021 (60.7%) bateu um recorde de abstenção desde 1976. Questionado acerca destes valores, tendo em consideração todas as circunstâncias limitantes face à situação pandémica por que Portugal atravessa, João Oliveira frisa que, " a forma como os portugueses se deslocaram às assembleias de voto para exercer o seu direito de voto foi uma boa lição democrática que foi dada a quem andava a pré-anunciar níveis de abstenção nunca vistos."

O deputado do PCP possibilita que, "não fossem as circunstâncias próprias da epidemia e das suas limitações, o nível de participação poderia não andar muito distante daquilo que foi nas últimas eleições." João Oliveira reforça que houveram muitas famílias que ficaram impossibilitadas de votar porque estavam em isolamento profilático, defendendo que não fossem estes casos teria havido uma maior taxa de participação.

Relativamente aos resultados do candidato à corrida presidencial, André Ventura, ter alcançado o segundo lugar em 11 distritos do país, inclusive os três integrantes da região Alentejo, que, tradicionalmente, expressam um voto pelo PCP, o comunista frisa que nos últimos 20 anos quem ficou à frente na região Alentejo, foi sempre o candidato que alcançou a vitória nas presidenciais. João Oliveira justifica este fenómeno na base que, "metade dos eleitores do PSD e do CDS decidiram votar em André Ventura, assim essa deslocação de votos, que acaba por ser homogénea em todo o território nacional, dá uma expressão que o permite alcançar esse destaque em relação a outros candidatos."

João Oliveira aponta que existe uma problemática com o Partido Social Democrata e a região Alentejo, devido à falta de implantação do partido na realidade local, justificando que nesta região, "onde a expressão eleitoral do PSD está muito dependente de dinâmicas gerais", a perda de eleitores para o candidato André Ventura, vai mostrar mais dificuldade em garantir esses eleitores de volta. "O que isso significa é que o PSD mais à frente vai ter que dividir a sua base eleitoral com o CHEGA," termina.

Face aos resultados do candidato do PCP, João Ferreira, o deputado reconhece que alguns eleitores que votavam tradicionalmente no PCP poderão ter desviado o seu voto para Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, o deputado João Oliveira admite que o novo candidato do PCP ainda captou novos votos de eleitores do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda. "Mais é sempre mais, ainda que a gente à espera de ter sempre mais do que efetivamente aconteceu nestas eleições," afirma.

Questionado, com base nos resultados destas presidenciais, acerca de uma viragem na política portuguesa face à entrada do partido CHEGA e uma expressão destes nas eleições legislativas de 2023, João Oliveira expressa que, "há uma conjugação de fatores nestas eleições que não permitem tirar ilações acerca das legislativas." Seja pela diferença de haver candidatos diretamente apoiados por partidos ou pela sua falta de correlação histórica, defende. Ilustrando que há cinco anos no concelho de Vila Viçosa, os dois candidatos mais votados foram Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa, sendo que em 2017 a CDU voltou a ganhar as eleições autárquicas.

Como tema final, o deputado João Oliveira comenta a queda de votos por parte do Bloco de Esquerda nestas eleições presidenciais, não colocando necessariamente a sua justificação no sentido de voto do BE no Orçamento de Estado para 2021.

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