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Revista de Imprensa

PCP

JOAO OLIVEIRA

Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 17 Mar. 2021

Na nossa rubrica Revista de Imprensa de hoje, dia 17 de março, o deputado João Oliveira do Partido Comunista Português (PCP) declarou à Rádio Campanário a sua posição e do seu partido, quanto ao plano de desconfinamento no nosso país e toda a restante atualidade em relação à pandemia, como a suspensão da vacina Astrazeneca, entre
outros. 

Questionado pelo plano de desconfinamento, João Oliveira argumenta que "é uma questão complexa", no seu ponto de vista, "não é bem um plano de desconfinamento é mais um calendário de abertura e encerramento das atividades novamente". Para o nosso comentador, isto não corresponde ao que seria efectivamente necessário. Confessando que, já mostrou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao Primeiro-Ministro, António Costa, a sua opinião e do PCP "o que era decisivo era dar às pessoas uma ideia exata daquilo que tem de ser feito em cada área e setor, para que todos funcionem em segurança". E continua, "não serve de nada, dizer a um barbeiro por exemplo, que pode abrir portas mas se chegarmos aos 120 infetados por 100 mil habitantes, terá de fechar a porta outra vez. Pois é impossível um barbeiro saber por si próprio, o que é importante e não fazer, para controlar uma área dessas". 

Relativamente à suspensão da vacina Astrazeneca, o deputado do PCP aponta como primeiro ponto, "é preciso que seja feita uma verificação daquilo que são as implicações ou não". "Têm de ser apuradas com todo o rigor e segurança para que não haja dúvidas em relação à toma da vacina, porque a vacina é a única solução que temos a prazo para a resolução deste problema, que é a pandemia". O nosso comentador salienta ainda que não há, para já, registos em Portugal de efeitos secundários graves relacionados com a vacina Astrazeneca. No entanto, é importante que todas as dúvidas sejam apuradas, para que não se crie nenhum sentimento de incerteza, no que toca à toma da vacina em questão. 

Como segundo ponto, menciona que Portugal tem 3% da população vacinada, o que é bom mas em comparação com a Sérvia, " tem o dobro da população vacinada que Portugal tem, porque além das vacinas que a UE contratou, a Sérvia também utiliza uma vacina chinesa e uma russa". E defende que esta atitude da Sérvia, "é um verdadeiro exemplo da importância que tem, nós tomarmos medidas para adquirir outras vacinas que estão disponíveis no mercado, tal como outros países estão a utilizar". No seu ponto de vista, "é necessário garantir investimento para que seja possível produzir vacinas em Portugal". Referindo como exemplo, o caso da Rússia ter negociado com Espanha, França, Itália e Alemanha. Estes países fizeram investimentos para poderem produzir e o deputado João Oliveira afirma  que, " Portugal tem de fazer o mesmo. É um aspeto essencial".

Dito isto, o nosso comentador considera um problema a União Europeia ter contratado apenas vacinas de agências Europeias e Norte-Americanas, visto que "agora não têm capacidade de produção". Comenta também que em última instância, tem de ser ponderado tomar-se medidas para suspender as altas patentes, "se as farmacêuticas não quiserem abrir mão das patentes para garantir a produção das vacinas de forma a que os objetivos do plano de vacinação sejam cumpridos, Portugal tem de tomar medidas para garantir o acesso à vacina. Se as farmacêuticas assim não quiserem, têm de ser suspendidas essas patentes".

Sobre as vacinas da Rússia e da China, o deputado do PCP adianta que "a autoridade europeia já está a avaliar estas vacinas" acrescentando assim que não compreende porque há-de ficar Portugal "refém destes contratos europeus, podendo utilizar outras farmacêuticas como a russa ou a chinesa para alargar o leque de vacinação em Portugal". Ainda sobre este assunto, João Oliveira adiciona "a autorização para o uso destas vacinas pode partir da autoridade europeia mas a autoridade nacional - INFARMED - legalmente também pode tomar essa decisão". 

Contudo, quando questionado sobre a ameaça do Governo dos Açores em comprar vacinas fora da UE, João Oliveira afirma que "não é uma decisão que cabe ao governo dos Açores
tomar, ainda por cima sem a decisão de nenhuma das autoridades europeia e nacional". 

O nosso comentador termina a salientar que "o importante é tomar decisões que garantam a vacinação de acordo com o calendário de objectivos que temos". 

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