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Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 14 Jul. 2021

Na Revista de Imprensa desta quarta-feira, 14 de julho, contámos com o comentário do deputado João Oliveira, do Partido Comunista Português (PCP).

Foram vários os temas abordados, nomeadamente, o plano de recuperação e resiliência aprovado na união europeia, assim como o facto de Portugal ter colocado 622 milhões de euros em obrigações com a maturidade em 2030, tendo pago 0.127%, abaixo dos 0.237% pagos na emissão comparável realizado em março, de acordo com indicação a agência financeira boomberg. Foi abordado ainda, a suspensão da decisão por parte do governo sobre escolha de Vítor Fernandes para o Banco de Fomento.

Em relação ao primeiro tema, o nosso comentador refere acerca das declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, “é um apelo ao bloco central para garantir um entendimento relativamente à utilização destes fundos comunitários que são de verbas muito avultadas”. Acrescenta ainda que estes 622 mil milhões “tão muito longe de corresponder às necessidades do país”. 


Refere que, a preocupação prioritária é assegurar, a utilização do "saco azul cheio de dinheiro"  para corresponder aos problemas do país e que fossem utilizados "para assegurar a resposta às dificuldades dos problemas nacionais e não garantir acordos de bloco central, que permita dar descanso aos grupos económicos que já estão a esfregar as mãos de contentes, com o dinheiro que aí vem".  
Relativamente à antevisão feita pelo Presidente da República acerca das eventuais alterações do PSD, o deputado refere que é “apenas uma expressão dessa preocupação que o Presidente da República acaba por traduzir em sintonia com aquilo que têm dito muitos responsáveis dos principais grupos económicos nacionais, que querem ter a garantia,  que as alterações políticas não significam que nada fica comprometido relativamente à utilização destes fundos”.

Relativamente à utilização destes fundos, “não tem grandes expectativas relativamente ao sucesso de utilização deste dinheiro, porque à partida já estão muito condicionados”. Acrescenta ainda que o presidente da república vê como principal prioridade esse apelo ao bloco central, em vez de ter, como prioridade a garantia de resposta aos problemas nacionais com a sua utilização”.
O deputado João Oliveira refere que “o facto de Portugal ter integrado o primeiro grupo de países a ter o seu plano aprovado não é decisiva,  e era preferível que a UE tivesse aprovado sem restrições”.
Relativamente ao tema de Portugal ter colocado 622 milhões de euros em obrigações com a maturidade em 2030, João Oliveira comenta que, esta redução de juros “resulta da prática do enquadramento do ponto de vista nacional ter sido dado pelo banco central europeu para garantir o estímulo de investimento para estimular a recuperação económica”.
O deputado refere que “o problema está no facto, das questões de dívida continuarem a ser questões preponderantes, quando preponderante é o investimento e a introdução na economia do investimento público, que permita dinamizar a economia e o crescimento económico”.


Comenta ainda que "considerando as quebras que se tem registado devido à epidemia é absolutamente essencial que o investimento público assuma um papel preponderante, e sejam encontradas soluções de estilo e apoio de investimento direto que permita a dinamização da economia".
Relativamente ao último tema, o deputado João Oliveira refere que “há alguns problemas que estão na origem base que acabam por condicionar tudo isso. A opção que o governo fez em privatizar o novo banco em vez de o transformar num banco de apoio à economia, acaba por o redundar nestas dificuldades".
Acrescenta que relativamente à nomeação, “é preciso que o governo esclareça quais são os critérios para proceder à nomeação desta pessoa. O banco de fomento, com as características especificas que tem, é preciso saber quais são as perspetivas que o governo tem para atuação desse banco e de que forma é que a pessoa se encaixa para assumir essas responsabilidades".

 

 

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