Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 28 Jul. 2021

 

Na Revista de Imprensa desta quarta-feira, 28 de julho, contámos com o comentário do deputado João Oliveira, do Partido Comunista Português (PCP).

Foram vários os temas abordados, nomeadamente, a reunião do estado da nação, que ocorreu na semana passada, assim como a reunião do infarmed com vários especialistas e políticos, e a sua cautela em relação ao desconfinamento, sendo que a oposição acha que este desconfinamento deve ser mais rápido, enquanto o governo e o infarmed continuam de pé atrás.

Foi abordado ainda o caso de um dos homens mais poderosos de Portugal, Proença de Carvalho, que está a ser investigado por suspeitas de fraude e branqueamento de capitais 11,3 milhões.

Em relação ao primeiro tema, o nosso comentador comenta a reunião do Estado da Nação, referindo que “há questões que não são as que mais afligem os portuguese. Questões como o desemprego, que atingiu os 7%, num momento em que as dificuldades económicas são muito significativas, e em que muitas. famílias dependem da ajuda do estado. O nosso comentador, afirma que o PCP tentou levar para o estado da nação, aquelas questões fundamentais que marcam a vida dos portugues que precisam de ter resposta, que são os problemas de precariedade, o desemprego, as questões relacionadas com o aumento dos combustíveis.O PCP abordou ainda no Estado da Nação, questões relacionadas com os serviços públicos, em particular, com o serviço nacional de saúde, que parecem prioritárias e importantes.

Relativamente à reunião do Infarmed, o deputado João Oliveira refere que “é preciso ser considerado este desconfinamento. É fundamental que a solução à pandemia seja considerada, com a vacinação, a rasterização, a testagem e naturalmente, os apoios sociais necessários”. Refere que com isto, que estamos em condições de interromper as cadeias de transmissão, de evitar internamentos e internamentos em cuidados intensivos, e sobre tudo, evitar a perda de vidas.

Acrescenta ainda com a informação do governo divulgada, que em setembro Portugal terá 85% da população vacinada, o deputado diz que isto, só confirma a importância da vacinação, e é a grande solução para o problema da epidemia. Comenta ainda que,  a vacinação não impede que as pessoas fiquem contagiadas, mas evita que as pessoas tenham uma doença grave, em consequência do vírus. Finaliza o seu comentário relativamente a este tema, “que não há ninguém que diga que preferia ter isto para o resto da vida”.

Relativamente ao facto das vacinas que poderiam ser compradas e não foram adquiridas porque não correspondiam aos critérios da união europeia, o comentador refere que “neste momento temos países que foram comprar vacinas fora da união europeia. Esse país tem neste momento melhores condições para poderem retomar a normalidade da sua vida, do que Portugal”. Acrescenta, “se os outros tomaram as medidas que tomaram, para comprarem vacinas, que existem e estão disponíveis e estão autorizadas pela OMS, porque é que Portugal teve que ficar amarrado pelos pés com estes contratos da união europeia (EU)?”. Com esta pergunta retórica,  explica que os contratos da EU, não tem qualquer tipo de sanção para quem não cumpre estes contratos. Comenta ainda que, na segunda-feira, o vice-almirante Gomes Melo disse que “a Johnson devia de entregar entre os meses de julho e agosto devia de entregar uma quantidade que não foi cumprida, ou seja, 1 milhão de vacinas a menos do que o que se tinha comprado”.

Finaliza o seu comentário relativamente a este tema, dizendo que não faz sentido um pais estar amarrado aos contratos da união europeia que não são cumpridos. E com isso a atrasar o regresso da normalidade dos portugueses. “Por cada dia que passa, centenas de empresas que encerram, centenas de postos de trabalho que são destruídos, são mais de milhares de pessoas que ficam confrontadas com a dificuldade, que em determinadas circunstâncias não sabem como ultrapassar”.

Relativamente ao último tema, sobre um dos homens mais poderosos de Proença de Carvalho, que está a ser investigado por suspeitas de fraude e branqueamento de capitais 11,3 milhões, o nosso comentador refere que o facto de o nosso sistema fiscal ter detetado o problema, significa que o sistema funciona. No entanto diz que “o problema é que é preciso.

Explica que “este tipo de situações uma criminalidade que é muito sofisticada, que envolve a circulação de dinheiro por sítios muito diversos, a utilização de offshores e contas dissimuladas, ou seja, são procedimentos muito sofisticados, para fugirem à investigação e à responsabilidade por parte de quem faz este tipo de coisas”.

Refere por último, "que se este tipo de crime é complexo e difícil de combater, sendo preciso que os meios de investigação estejam à altura disso".

Finaliza o seu comentário semanal, referindo que é preciso evitar que estas situações aconteçam.

 

 

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