05 Dez. 2021
Augusta Serrano;
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JOAO OLIVEIRA

Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 03 Nov. 2021

Na Revista de Imprensa desta quarta-feira, 03 de novembro, contámos com o comentário do deputado João Oliveira, do Partido Comunista Português (PCP), tendo-se debruçado sobretudo sobre a crise política atual do país.

Questionado sobre a posição do PCP perante a crise política do país, refere que “continuamos a batalhar para que haja soluções dos problemas do país e do povo”, tendo por isso “exigido o cumprimento de todas aquelas medidas, agora quando foi a discussão do Orçamento de Estado”, como “o aumento das pensões, aumento do salário mínimo nacional, aumento da função pública”.

Contudo, havendo a possibilidade de usar o atual orçamento para concretizar algumas dessas medidas, João Oliveira diz que “a menos que o PS tenha estado a fazer teatro, a anunciar coisas que não queria cumprir, todas essas medidas não caem, não desaparecem, podem ser cumpridas, nós naturalmente continuaremos a exigir que o governo tome essas medidas”.

No que diz respeito a uma possível estratégia do PCP em recuar, em matéria de acordos com o PS, para voltar à sua matriz, diz que “essas análises são feitas sem verdadeiramente olhar para a realidade das coisas”. Pois, “sempre utilizámos a força que nos foi dada para defender os direitos e os interesses dos trabalhadores, dos reformados, dos jovens, das camadas mais desfavorecidas da sociedade”, mas por vezes “a força que nos davam não podia ter consequência do ponto de vista de soluções, porque não havia quem quisesse convergir com o PCP”. Algo que mudou “em 2015, considerando a circunstância em que tava o PS, foi possível construir condições para essa convergência”.

Sobre a possibilidade de aprovar as medidas deste orçamento, e sobre se ele se aproximava das exigências do PCP, “nós considerámos que não”, pois o governo “limitou-se a considerar, isoladamente, algumas das propostas que nós apresentámos”.

Já sobre as possíveis repercussões deste chumbo para o país, o comunista diz que “isso também é um engano”, pois “em 2020 nós estivemos dois meses sem orçamento e em 2016 tivemos quatro meses”. Assim sendo, considera que “não é a falta de orçamento, nem um orçamento aprovado agora, que traz alguma catástrofe para o país”, mas sim “a falta de medidas e a falta de opções, não só da resposta aos problemas do país, mas também de medidas concretas”.

Desta forma, considera que “a posição do PCP não é determinada por uma questão de capricho, é uma questão de recusa por parte do governo, de consideração de uma resposta que é preciso dar aos problemas” diários.

Sobre a possibilidade da apresentação de uma nova proposta de orçamento, diz que “isso só faria sentido se o governo estivesse disponível para fazer as opções que se recusou a fazer”. Pelo que considera que a intenção do governo era “ter uma maioria absoluta” e por isso “ter eleições”.

Sobre os cenários possíveis resultantes destas eleições, João Oliveira considera que uma maioria da direita é uma hipótese “que não acontecerá de maneira nenhuma”, devido à disputa interna dentro dos dois principais partidos, PSD e CDS. Esperando, por isso, um “reforço da CDU” e uma “penalização do PS”, que possa mudar a relação de forças negociais.

No final do seu comentário, João Oliveira esclareceu a situação dos processos em andamento dos pedidos de Fator de Sustentabilidade dos trabalhadores das pedreiras aposentados.

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