Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 05 maio 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 5 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário a passagem do Estado de Emergência a Estado de Calamidade, em Portugal, as polémicas em torno das comemorações do 1º de Maio pela CGTP e a situação da TAP.

Sobre o início do desconfinamento, Carlos Zorrinho admitiu que “é sempre um passo de risco, porque existe muita incerteza no comportamento deste vírus e como disse o Primeiro Ministro, estamos a dar um passo em frente, mas se for necessário, estamos preparados para recuar”.

O eurodeputado lembrou que “temos o exemplo de Singapura, que teve que recuar, mas nos outros países onde está a haver uma abertura lenta, os resultados têm sido controlados, tem também tudo muito a ver com o comportamento cívico das pessoas e em Portugal o comportamento tem sido, em média, bastante bom e os resultados até este momento têm sido positivos. Não nos podemos esquecer, no entanto, que estamos a ter agora resultados, como por exemplo os de hoje [dia 5 de maio], foram infetados há uma semana, portanto temos que esperar algum tempo e não podemos ser nem excessivamente otimistas, mas também não há nenhum razão para estarmos pessimistas”.

Em relação á polémica em torno das Comemorações do 1º de Maio, organizadas pela CGTP, o socialista referiu que “há duas questões em debate e ainda bem que as pessoas estão a debater este tema; Uma parte é saber a importância do 1º de Maio, das centrais sindicais e isso para mim é perfeitamente discutível. Outra questão é a forma como aquele evento foi organizado. Eu tinha percebido, muito sinceramente, que tinham sido autorizados manifestações simbólicas nas sedes de distrito, mas o que aconteceu é que vieram os autocarros de lá. Eu acho que o resultado final não serviu ninguém”.

Carlos Zorrinho afirmou que “as celebrações sindicais e não sindicais devem ser apoiadas e devem ser feitas de acordo com as regras de saúde pública, e se em algum momento essas regras não foram cumpridas, então é lamentável”. Questionado pela RC se concordou ou não com estas comemorações, o socialista disse que “tinha que olhar para o Decreto e ver o que permitia. Se permitiu o que aconteceu, não posso concordar nem discordar, pois fizeram como previsto na lei. Se aquilo que ocorreu não está de acordo com o Decreto, obviamente discordo”.

Sobre a questão da TAP, o socialista referiu que “ainda não está fechada uma solução. Se a solução for a entrada de capital de nós todos, como dizia o Ministro Pedro Nuno Santos, na companhia, e se o Estado tiver a maioria do capital da empresa, obviamente que terá mais poder, é assim que funciona em qualquer empresa”, deixando ainda a nota que “a nível europeu, as companhias aéreas estão com problemas enormes e, portanto, haverá certamente uma resposta articulada e conjugada. A seu tempo, teremos que ter uma ação muito forte, porque nós precisamos da TAP, que é um grande investimento, tem muita gente empregada, é importante para a economia do país e para o nosso turismo”.

 

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