Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 26 maio 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 26 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário a situação em torno da construção do Hospital Central do Alentejo, o Plano de Retoma da TAP, o lay-off e a lei dos Investimentos Públicos.

Relativamente ao Hospital Central do Alentejo, Carlos Zorrinho referiu apenas que “tenho acompanhado a situação em torno deste assunto pela comunicação social. Aquilo que sei é que o acordo financeiro está feito, a adjudicação está em andamento, e que a parte das consultas externos vai começar a ser construída, mas como disse, apenas sei destas informações pela comunicação social e não tenho acesso aos documentos em concreto”.

Sobre o Plano de Retoma da TAP, em que os autarcas do Norte já vêm acusar a empresa aérea de discriminação, o socialista acredita que “a TAP não tem interesse em prejudicar o Norte, simplesmente pode ser uma abordagem económico-financeira que dê mais garantias de rentabilidade”. Sobre o futuro da empresa, enalteceu que a TAP “tem de ser fortemente recapitalizada. Na Alemanha, a companha aérea Lufthansa foi recapitalizada em 9 mil milhões de euros e o Governo Alemão entrou no capital da empresa, algo que naquele país seria pouco normal, por isso estamos num tempo em que situações que não são tão normais como eram dantes. Em Portugal, a TAP tem um modelo acionista que o Estado tem 50% da empresa, mas não tem poder na administração. Por isso, possivelmente a injeção de capital na TAP vai ter de estar sujeita a um plano estratégico que tenha em conta critérios de equidade regional e desenvolvimento integrado do país. É um trabalho técnico que vai ser feito”.

Carlos Zorrinho referiu que amanhã o PSE (Partido Socialista Europeu) vai apresentar um “programa plurianual até 2027, que esperamos que seja aprovado, e um Plano de Recuperação para os primeiros dois anos, para ajudar a prolongar os programas de ajuda dos países, com mais subvenções do que empréstimos, e com o objetivo dar mais capacidade da recuperação da economia”.

Sobre a revindicação da Associação de Municípios Portugueses, que pedem alterações à Lei dos Investimentos Públicos, o eurodeputado socialista enalteceu que “temos que simplificar muito os processos de decisão, mas tem de ser acompanhado por maior transparência e capacidade de monitorização, mas tudo mais simples. Os regulamentos muito densos, que pretendem proteger tudo e mais alguma coisa, são aqueles em que se consegue esconder tudo em mais alguma coisa.  É fundamental ter um simplex de autorização dos concursos públicos e têm de ser mais rápidos para dinamizarmos a economia nas autarquias.

Pode ouvir aqui o comentário na íntegra

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