27 Out. 2020
Augusta Serrano
Ecos da Planura
09:00-11:00

Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 14 Jul. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 14 de julho, abordou aos microfones da Rádio Campanário o encerramento antecipado da Central Termoelétrica de Sines em 2021, o reforço do Serviço Nacional de Saúde, a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à presidência da República e a escolha de Mário Centeno para Governador do Banco de Portugal.

Sobre o encerramento antecipado da Central Termoelétrica de Sines para janeiro de 2021, Carlos Zorrinho salienta que “são muito boas notícias do ponto de vista da descarbonização, da saúde e da nossa balança de pagamentos (…) porque nestas centrais o carvão é importado, o gás é importado e o crude é importado”. O eurodeputado refere que aquilo que vai surgir, “espero bem” em Sines será “um investimento de ponta altamente tecnológico para produção de hidrogénio a partir de energias renováveis, que será certamente financiado através do Fundo de Transição Justa, que serve para poder investir nos locais onde existiam Centrais Térmicas e agora vão ser requalificadas, descontaminados e no local onde existia uma central poluente, vai nascer um projeto altamente tecnológico”.

Esta decisão já levou a tomadas de posição contra o seu encerramento, mas para o socialista esses manifestos são “dos «velhos do Restelo» de sempre” e lembra que “em 2010, quando fui Secretário de Estado da Energia e avancei a Estratégia Nacional para as Renováveis até 2020, houve na altura um manifesto pró-nuclear. O lobby nuclear tem direito a existir, mas será sempre contra tudo aquilo que seja a energia limpa e a energia a partir dos recursos que temos e que não destroem a Terra”.

No que diz respeito à necessidade do reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o eurodeputado frisa que “antes da COVID-19, já sabíamos que o Serviço Nacional de Saúde tinha algumas dificuldades. Não obstante isso, se nós formos aos ranking mundiais comparar o que cada país tem de melhor, o nosso SNS é um dos melhores serviços do Mundo. Mas ainda está longe de ser um serviço ótimo”. Carlos Zorrinho enaltece que “o esforço foi enorme, os profissionais de saúde foram extraordinários e obviamente que o nosso SNS tem de ser reforçado estruturalmente. O dinheiro não «estica» é preciso fazer opções e eu não tenho dúvidas que a aposta no SNS deve ser uma das opções do país e nos dias de hoje está demonstrado que um bom SNS é fundamental e pode fazer a diferença”.

Sobre as declarações do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, que defendeu discriminação positiva para o setor do turismo, o socialista refere que “é um investimento diferente” em relação ao setor da saúde, pois “se tudo correr normalmente (…), os custos para a recuperação do turismo virão dos fundos do Banco Central Europeu ou dos fundos do Plano de Recuperação para o Incentivo à Economia, que são fundos diferentes daqueles que poderão ser aplicados no quadro do SNS. Quanto ao SNS, teremos também a possibilidade de recuperar infraestruturas e depois a o funcionamento em si, que tem de ser comtemplado no Orçamento português. É assim que funciona o nosso país – cobra impostos, que geram receitas e permitem prestar serviços. O que os portugueses têm que perceber é que é preciso fazer escolhas e devem ser muito exigentes em relação às escolhas”.

Carlos Zorrinho salienta ainda que “as pessoas precisam muito rapidamente que os recursos [do fundo de recuperação] cheguem. Para mantermos a economia e para recuperarmos quando este pesadelo sair dos nossos horizontes, precisamos muito rapidamente de termos recursos e o Primeiro-Ministro não tem parado para alcançar esse objetivo”.

Relativamente ao adiamento da recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República, o socialista diz que “a estratégia obviamente é dele e ele é que terá de a divulgar. [Marcelo Rebelo de Sousa] ainda não deu o «tiro de partida» e sem ele ter dado esse passo, a não ser candidatos menores, ainda nenhum candidato credível forte deu o tiro de partida também. Não se sente na sociedade portuguesa a necessidade que se antecipe a campanha eleitoral e Marcelo certamente percebeu isso”.

Quanto à possível nomeação de Mário Centeno para Governador do Banco de Portugal, Carlos Zorrinho afirma que “vai ser um excelente Governador do Banco de Portugal” e que “todos os que diziam que era excelente como Ministro das Finanças ou como Presidente do Eurogrupo,  só viram defeitos quando se candidatou ao cargo de Governador”.

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