Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 15 Set. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 15 de setembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário as sondagens divulgadas a um mês da entrega do Orçamento de Estado (OE) para 2021, a polémica em torno da presença do Primeiro-Ministro, António Costa, na Comissão de Honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira à Presidência do SL Benfica e as Eleições Presidenciais 2021.

Sobre a sondagem da Intercampus realizada para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, que mostram que a um mês da entrega do Orçamento de Eatado [OE] para 2021, o PS recuou 2,2 pontos percentuais em relação a agosto e, sozinho já vale menos do que toda a direita, mas que os partidos à esquerda continuam com maioria de 52,4%, para Carlos Zorrinho “é normal que um partido que tem de gerir uma situação tão difícil como esta, sofra um pequeno desgaste. Mas o PS continua a ser, claramente, o partido maioritário e aquilo que as sondagens mostram, como aquilo que a realidade mostra, é que o país não tem nenhuma solução estável que não seja uma solução baseada num governo do PS e é a partir daí que se tem de construir o próximo Orçamento de Estado. Eu espero que, em particular, os partidos mais à esquerda, que têm uma responsabilidade positiva na recuperação que tinha sido feita em 2019 e no trabalho que estava a ser feito este ano e que estava previsto ser o primeiro ano em que íamos ser um Superavit e um crescimento a convergir com a União Europeia, que tenham consciência que estamos a viver um momento muito complexo e, portanto, sem abdicarem das suas ideologias, ninguém compreenderia que fossem criar uma crise política em cima de uma crise económica e social. Já fizeram isso em 2011 e depois viram o resultado”.

Relativamente à polémica em torno da presença do Primeiro-Ministro, António Costa, na Comissão de Honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira à Presidência do SL Benfica e sobre as afirmações da candidata presidencial Ana Gomes na SIC Notícias, que afirmou-se “penalizada por ver o primeiro-ministro” do país “e que é também o Secretário-Geral do meu partido metido nesta história”, o eurodeputado disse apenas que se trata de uma “questão pessoal”.

“Sou sócio do Sporting e não fica bem a um sócio do Sporting comentar a posição de um sócio do Benfica. E, como foi bem claro por parte do cidadão António Costa, a posição que tomava era enquanto sócio do Benfica”, salienta o socialista.

Questionado se esta posição pessoal de António Costa pode ter consequências negativas, Carlos Zorrinho frisou que “ouviram o Primeiro-Ministro sobre isso e ele foi muito claro, dizendo que era uma posição pessoal e não a comentava politicamente, portanto eu também não vou comentar. Se a própria pessoa que tomou essa decisão afirma que a tomou a título pessoal como sócio do Benfica, obviamente que não vou comentar politicamente uma posição pessoal de um sócio do Benfica”.

Já quanto às Eleições Presidenciais para 2021 e sobre o PS estar dividido relativamente a este tema, questionado se teme que o partido fique desmembrado, o socialista afirmou que “não tememos”, pois, “o PS são dezenas de milhares de militantes, talvez centenas de milhares de militantes. Conhecemos até agora posições de 10/15 pessoas, no máximo. O PS, no momento adequado, fará uma Comissão Nacional e tomará uma posição. Quase que arriscava dizer que será muito similar à posição que tomou nas eleições anteriores em que disse que não apresentava um candidato, que se revia nas candidaturas de Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém e deixou os seus militantes fazerem a sua opção. Penso que agora vai acontecer uma coisa muito similar tendo em conta as candidaturas, se vier a ser apresentada, de Marcelo Rebelo de Sousa e a candidatura já apresentada por Ana Gomes”.

Sobre as propostas apresentadas pelos partidos mais à esquerda do PS para o OE 2021 – o PCP quer incluir um plano estratégico para acabar com propinas no Ensino Superior Público e o BE diz que quer melhorar e alargar o sistema de proteção social em caso de desemprego – e questionado se são medidas que no OE iriam pesar bastante, Carlos Zorrinho esclareceu que “é muito normal e é razoável, porque os partidos existem exatamente para representar os seus eleitorados. Sempre me lembro de ouvir o Partido Comunista dizer que era contra as propinas. É normal que neste momento os partidos apresentem as suas propostas. É evidente que, a partir daí, está a ser feito um trabalho com o Excel, com uma folha de cálculo, em que por cada despesa faz-se um teto orçamental que será restrito em função dos problemas que temos. Mas também temos o Fundo de Recuperação e muitas coisas positivas que podem ser feitas a esse nível com a aplicação dos recursos que vamos ter para o Fundo de Recuperação e que é muito importante que participe a sociedade civil e que participem os partidos todos com as suas ideias para esse Fundo de Recuperação. É evidente que face ao teto que temos, quando acrescentarmos alguma despesa temos que ver o que é que cortamos e esse é o trabalho que depois é feito nos gabinetes, que será feito com o BE, com o PAN, com o PCP, será feito com todos os partidos que tiverem trabalhado no OE e isso é a forma normal”.

Por fim, foi pedida a opinião sobre o facto de Rui Rio, presidente do PSD, querer alterar as leis eleitorais para permitir o voto de cidadãos infetados com COVID-19. Carlos Zorrinho referiu que “como não conheço a proposta em concreto, acho que depois tinha de ver como é que o Dr. Rui Rio propõe que isso se faça. O princípio geral de permitir que possam votar acho que é positivo. Agora em concreto como se faz, não conheço a proposta e isso só depois de ver”.

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