27 Out. 2021
Nuno Rocha
Madrugar
07:30-09:00

Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 12 Out. 2021

Na revista de imprensa de hoje, dia 12 de outubro, contámos com o habitual comentário habitual do eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho.

No dia de hoje o tema abordado foi o Orçamento de Estado para 2022 que foi apresentado ontem ao final da noite. Dentro do tema, foi abordado o reforço do Serviço Nacional de Saúde previsto no Orçamento de Estado, o alívio de IRS para as famílias e para os jovens, o aumento da reforma dos idosos e a aprovação do Orçamento de Estado por parte da oposição.

Relativamente aos 700 milhões de euros que serão investidos para reforçar o Serviço Nacional de Saúde, e questionado se esta verba será suficiente reavivar e reativar o SNS, o eurodeputado Carlos Zorrinho refere que "do meu ponto de vista é um Orçamento de Estado que dá os sinais certos, temos que ter consciência que estamos a sair de uma situação difícil que enfraqueceu muitas estruturas" acrescentando que "nem sempre há condições para colocar todos os recursos necessários para resolver todos os problemas". Embora venham verbas para Portugal do Plano de Recuperação e Resiliência e do Portugal 2030, segundo o eurodeputado, "começando com esta verba penso que é um sinal muito importante, tendo consciência que há questões no SNS que não se resolvem só com dinheiro, como a falta de recursos humanos que é uma dificuldade enorme que nós temos." Em conclusão, Carlos Zorrinho refere que "tenho consciência que muitas das vezes precisamos mesmo de fazer hospitais e centros de saúde, mas temos que garantir que tem as pessoas adequadas para prestar os serviços que são necessários."

No que diz respeito às medidas do Orçamento de Estado de alivio do IRS para a classe média com uma verba de 150 milhões, questionado se este alivio vêm em boa hora, tendo em conta que os últimos dois anos dos portugueses, o eurodeputado refere que "uma ajuda é sempre," acrescentando que " é um sinal positivo que" mostra que "o Governo tem consciência que alguns escalões de IRS são tributados de forma injusta, mas é um sinal para que esta reforma possa continuar" referindo que " há uma fiscalidade que tem que ser repensada, não estou a defender que numa altura destas se retire recursos ao estado acho é que pode haver uma redistribuição mais justa do esforço feito para o financiamento do Estado"

No que diz respeito às isenções fiscais para os jovens no IRS, Carlos Zorrinho refere que "é muito importante os nossos jovens qualificados que entram" no mercado de trabalho a "ganhar muito pouco em termos das suas qualificações e é um sinal muito importante para os jovens."

Para além destas medidas, há também o apoio às famílias " que têm crianças” e o aumento extra nas reformas. Neste âmbito Carlos Zorrinho refere que estas medidas “têm um sentido de justiça e de ajudar aqueles que mais precisam, sem deixarmos de compreender que nós também temos que ter uma economia competitiva e fazer investimento público e privado que nos permita criar mais riqueza".

O Ministro das Finanças, João Leão, diz-se focado na recuperação económica e no desagravamento de impostos para as famílias, no entanto a proposta de Orçamento de Estado fica aquém do previsto e não satisfaz a oposição, questionado sobre se isto poderá comprometer o resultado final, Carlos Zorrinho refere que "espero que não," acrescentando que "neste momento, seria um péssimo momento para termos uma crise política, é sempre possível os partidos políticos, de forma construtiva fazerem propostas alternativas."

 

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