08 Ago. 2022
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CARLOS ZORRINHO

Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  30 Nov. 2021

Na revista de imprensa de hoje, dia 30 de novembro, contámos com o habitual comentário do eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho. No dia de hoje os temas abordados foram o veto à lei da Eutanásia, a escassez de recursos humanos no SNS e ainda a vitória de Rui Rio no PSD.

Sobre o novo voto da lei da eutanásia, Carlos Zorrinho diz que “faz parte das suas competências” e “compete agora aos poderes representativos e legislativos avaliar”. Ao mesmo “acredito que o Presidente da República não tenha ultrapassado o Tribunal Constitucional” e ainda é “prematuro” para avaliar isso.

Contudo “há uma vontade clara por parte da atual Assembleia da República, e penso que isso se manterá, de que a situação extrema possa ser contemplada do ponto de vista legislativo”. Atualmente “o Presidente vetou e agora vamos ver se vetou com os fundamentos adequados ou não”.

No que diz respeito aos recursos humanos na área da saúde, tendo em conta o aumento de contágios de Covid-19, Carlos Zorrinho diz que “ainda está a ser estuda a nova variante”, sobre a qual “há várias perspetivas”, mas “não há ainda certezas absolutas, por isso tudo o que podemos prever é bom”, uma vez que “o SNS foi reforçado nos últimos anos em 28mil novas pessoas”.

Ao mesmo tempo, o problema “não é por vezes a falta de vontade de contratar mais médicos, é a sua escassez”. Contudo, “o orçamento foi chumbado e foi chumbado designadamente pela esquerda, que se alinhou à direita, e tinha folga para isso, para contratar mais gente”. Já “se o atual orçamento tem ou não é uma questão que tem que ser analisada”.

No que diz respeito à eleição de Rui Rio, que ganhou as eleições com mais 1700 votos que Paulo Rangel, o europedutado socialista diz que “é bom que o PSD tenha arrumado a casa, é bom que o PSD tenha agora um candidato e vá formar as suas listas”, porque “uma oposição organizada é sempre muito bom”, sobretudo “para o partido que se candidata para continuar um percurso”.

Ao mesmo tempo, “face ao contexto que vivemos” e “face também à forma como este governo respondeu aos desafios económicos, sociais e sanitários da pandemia, não há nenhuma razão para que haja uma mudança em Portugal”, mas sim “um reforço do trabalho que tem sido feito”.

Ainda assim, Carlos Zorrinho não deixa de referir, sobre a eleição de Rui Rio, “um comentário que não resisto” e que se deu “contra aquilo que foi a grande onda, digamos assim, o grande sentimento transmitido pela comunicação social, o que demonstra que na Democracia Portuguesa, os portugueses, sejam os militantes dos partidos, sejam os eleitorados mais alargados, escolhem analisando vários fatores”.

Por fim, questionado sobre a possibilidade de entendimentos e acordos pós-eleitorais, entre PS e PSD, o socialista diz que “esse é um tema que se deve discutir, sobretudo, depois de termos os dados eleitorais”. Pois “nós vimos na Europa e em Portugal também, como circunstâncias diversas levaram a acordos diretos”, sendo que “uma grande inovação introduzida pelo PS e por António Costa foi aumentar o arco da governabilidade”.

 

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