Comentário semanal do Eurodeputado Carlos Zorrinho, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 18 Jan. 2022

Na revista de imprensa de hoje, dia 18 de janeiro, contámos com o habitual comentário do Eurodeputado do PS, Carlos Zorrinho. Foram abordados os temas: soluções para as pessoas em isolamento votarem nas eleições legislativas; propostas dos partidos políticos para a TAP; estágios na função pública para atrair jovens portugueses.

Relativamente à previsão da quinta vaga, é expectável o isolamento de cerca de 400 mil pessoas na altura das eleições, o que na opinião de Carlos Zorrinho, é incerto a influência que poderá causar na altura de votar “é imprevisível o efeito sobre a abstenção e mais imprevisível ainda é se a abstenção é seletiva, ou seja, se uma abstenção eventualmente maior prejudica mais um ou outro partido”.

O Eurodeputado ressalta que o importante “é focarmos tudo na possibilidade de que possam votar o maior número possível de pessoas”, acrescentando que para isso, o Governo “está a preparar uma resposta que tem que envolver todos, incluindo os que estão em isolamento”.

Carlos Zorrinho apresenta como solução, no seu ponto de vista, “que não se faça coexistir nas mesmas filas, os mesmos espaços de pessoas em isolamento ou infetadas e pessoas não infetadas”.

O Eurodeputado refere ainda que “o que tem de haver é uma solução clara com muita pedagogia, explicando às pessoas para não as assustar. A democracia é um bem maior, a saúde também é um bem maior, temos de conciliar a democracia e a saúde”.

No que diz respeito às propostas apresentadas pelos partidos sobre a TAP, Carlos Zorrinho diz que “o PS tem soluções e os outros partidos têm umas ideias. Por exemplo, fechar a TAP? A TAP não se fecha para pagar todos os prejuízos que tem”.

Ainda no mesmo tema, Carlos Zorrinho adianta que “não se pode vender a TAP se não for reposto tudo aquilo que a pandemia fez com que a companhia perdesse”.

Deste modo, o Eurodeputado considera que “houve uma negociação muito bem conseguida por parte do Governo junto de Bruxelas, no sentido de poder encontrar os recursos para capitalizar a TAP e acredito que o PS ganhará as eleições”.

Por último, em relação ao facto de 1/5 das vagas na função pública terem ficado por preencher, o problema está nos “baixos salários que oferecem aos jovens qualificados em Portugal”, segundo Carlos Zorrinho, acrescentando que “é muito importante que consigamos ter um aumento sustentado não apenas do salário mínimo, mas também do salário médio, e no salário de entrada dos jovens qualificados”.

Desta forma, “para que estes estágios tenham mais sucesso, é preciso que haja um alinhamento entre as licenciaturas e os estágios e também que haja uma maior atratividade na função pública”.

O Eurodeputado defende que “temos que reter os nossos jovens e ser capazes de os remunerar de forma atrativa e temos que estar abertos a pessoas que vêm de outros países possam ajudar porque alguns partidos tentam passar uma perceção negativa em relação às imigrações”.

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