Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 31 Mar. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 31 de março, abordou aos microfones da Rádio Campanário as medidas adotadas em Portugal contra o COVID-19, a atuação da União Europeia no combate à pandemia e a análise às polémicas declarações do Ministro das Finanças dos Países Baixos.

Carlos Zorrinho admitiu que a União Europeia “não arrancou depressa” no combate à pandemia do COVID-19, mas “não arrancou mal, pois há uma cooperação forte entre os países para que haja um financiamento imediato na compra de material necessário”.

O eurodeputado reconheceu ainda que “aquilo que tem colocado mais problemas tem mais a ver com o que pode acontecer depois da pandemia, do que com a resposta imediata a esta crise” e que “temos de assegurar entre todos que, agora que contraímos divida para resolver, também terão de pagar, porque dificuldades vai haver em todos os países da União Europeia e não só alguns”.

Carlos Zorrinho defendeu que “é nestas alturas que as pessoas percebem para que serve a União Europeia. E, embora sirva para muita coisa, na verdade as pessoas estão a sentir um problema concreto e se a União Europeia não souber responder, as pessoas vão perguntar para que serve esta entidade se, num momento de dificuldade, não dá resposta”. Mas o socialista está convicto que “vai haver uma resposta consistente no plano da saúde”, mas é preciso esperar pela resposta no plano financeiro.

Sobre a polémica em torno das declarações do Ministro dos Países Baixos, que afirmou que a Comissão Europeia devia investigar países, como Espanha e Itália, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos, Carlos Zorrinho compara “ao mesmo que perguntar a alguém que está a morrer à fome porque não poupou para comprar alimento, o que é uma atitude repugnante”. O eurodeputado lembrou que “o vírus não escolhe os países para onde vai, e os Países Baixos estão a ser igualmente afetados por esta pandemia”.

Relativamente à forma como o eurodeputado está a lidar com esta situação, Carlos Zorrinho tem estado a trabalhar “intensamente com o Parlamento Europeu a partir de casa, dando assim o meu contributo pessoal para que, em coletivo, conseguirmos ultrapassar esta pandemia, pela qual não conhecemos ainda resposta”

O eurodeputado elogiou “a grande coesão institucional entre o Presidente da República, o Governo e os partidos políticos e o grande sentido de responsabilidade da maioria dos portugueses, que têm compreendido a necessidade de fazermos um esforço para vencermos esta batalha”. Carlos Zorrinho destacou ainda o esforço de algumas empresas “que reconverteram a sua produção para apoiar os profissionais de saúde, que têm sido extraordinários, assim como os profissionais de segurança e dos lares, que têm estado na frente da batalha”.

O socialista lembrou ainda que “temos conseguido fazer o achatamento da curva, e às vezes as pessoas não entendem que, possivelmente esta pandemia podia passar mais depressa, mas matando mais gente e, com este isolamento, os profissionais de saúde conseguem ter resposta para aqueles que realmente precisam de auxílio”.

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