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Revista de Imprensa

Comentário semanal do Eurodeputado João Pimenta Lopes, aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  João Rebocho 02 Nov. 2022

Na revista de imprensa de hoje, 2 de Novembro, contámos com o habitual comentário do Eurodeputado do PCP, João Pimenta Lopes.

Os temas abordados foram, primariamente, a semana de 4 dias, a subida dos juros e as greves face ao Orçamento de Estado para 2023.

    Patrões dizem que semana de 4 dias é inoportuna. O eurodeputado do PCP comenta:

"Mais do que a solução da semana de 4 dias, que muitas vezes é feita à custa do aumento do trabalho diário, o que importa é garantir o caminho para a redução da jornada de trabalho. O que verificamos no contexto nacional é um caminho não para a redução do horário de trabalho mas para uma (...) maior desregulação do horário de trabalho."

    Considera que não havendo um entendimento entre as empresas e o Governo este é um projeto que pode cair por terra? João Pimenta Lopes partilha a sua perspetiva:

"Em primeiro lugar é fundamental que as alterações (...) sirvam os interesses do trabalhadores e que garantam o caminho para a redução objetiva do horário de trabalho. Muitas vezes a discussão da redução para os 4 dias é uma falsa questão porque no fundo acaba por se concentrar a jornada (de trabalho) em menos dias."

    O convidado da Rádio Campanário comenta ainda os juros que vão continuar a subir até convergirem com a inflação a 2%. Como olha para estas notícias por parte do BCE?

"Com grande preocupação. Uma das questões recorrentes é a da habitação e do aumentos das rendas. Essa decisão do BCE (...) vem agravar assimetrias entre Estados. As condições e realidades de Estado para Estado são diferenciadas (derivado) à sua realidade e economia. Em Portugal (vai-se notar) um impacto brutal (...) num aumento muito significativo
do custo de vida."

    Greves voltam em força antes da votação final do Orçamento de Estado. Professores, trabalhadores dos CTT, função pública em protestos. Qual a opinião do Eurodeputado João Pimenta Lopes em relação a esta última questão sobre o que podemos concluir destas greves?

"O orçamento tal como está definido está longe de corresponder às necessidades dos vários setores. Estamos perante um orçamento que contribui para continuar o caminho de empobrecimento das populações, ao mesmo tempo que atribui um conjunto de borlas fiscais e benefícios aos grandes grupos económicos. Estamos a entrar em Novembro com vários milhares de professores por colocar,
e estamos perante um conjunto de medidas que não contribui para a valorização salariar, das pensões e das reformas, da produção nacional, por isso é normal que os trabalhadores (estejam) a protestar."

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