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Alentejo

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 18 Jun. 2021


Na revista de imprensa de hoje, dia 18 de junho, foram vários os temas abordados pelo eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, nomeadamente:  a posição em que Portugal se encontra na EU relativa à Pandemia de Covid 19, uma vez que o País já foi o melhor da União Europeia, mas neste momento encontra-se em contraciclo considerando os números da pandemia existentes atualmente em Portugal assim como foi abordada a questão PRR – Plano de Resiliência e Recuperação, nomeadamente na obrigatoriedade de Portugal no cumprimento de metas e objetivos.

Relativamente ao primeiro tempo, o eurodeputado José Gusmão referiu que “o que interessa agora verificar é a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde e a forma como os números podem tornar essa pressão sustentável ou não sustentável” recordando que “tivemos uma situação muito grave em janeiro. Entretanto a vacinação avançou e cobriu a parte mais sensível da população pelo que, agora, o que precisamos de fazer é ir gerindo as medidas de confinamento em função dessa pressão.

Sobre esta matéria o nosso comentador adiantou ainda “acho que é importante que se tenham criado critérios diferenciados para zonas de diferente densidade populacional porque tal permite tratar situações diferentes com o critério mais adequado.”

No caso particular de Lisboa, José Gusmão sublinhou “verificou-se particularmente esta diferença, com a aplicação deste critério, e agora estamos a verificar a necessidade de termos medidas diferenciadas porque em lisboa a pandemia progrediu de outra forma, questão que deve ser encarada com grande sentido de responsabilidade

O eurodeputado José Gusmão considera algumas situações infelizes como, por exemplo, “a Acão realizada pela Iniciativa liberal aproveitando-se do seu estatuto enquanto partido político para violar uma orientação que tinha sido dada; assim como as declarações do Presidente da República, minando a capacidade do governo para conduzir este processo da forma mais prudente.”

“As medidas de desconfinamento tomadas eram necessárias, mas agora para as mesmas não serem comprometidas há que ir olhando para os números com uma abordagem prudente” acrescentou ainda.

Especificando um pouco mais as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que com ele o desconfinamento não voltaria atrás, José Gusmão considera que as declarações do PR foram “precipitadas” acrescentando que Marcelo rebelo de Sousa tem tido em todo este processo uma obsessão permanente em aparecer, sobretudo quando há boas notícias” destacando que, o pior, é que as atitudes do PR “tem consequências, ou seja transmitem uma imagem de que este problema já está ultrapassado.”

Relativamente ao segundo tema abordado, a questão do Plano de Recuperação e resiliência e a obrigatoriedade que Portugal tem de cumprir as metas e os objetivos definidos para com a União Europeia, o que poderá comprometer a entrega do total de 16,6 milhões de euros correspondentes a este plano, José Gusmão começou por referir “Financiamentos associados a determinados tipos de investimento são procedimentos normais “ não deixando de acrescentar “ o que me preocupa é o fato de haver uma agenda de reformas estruturais, colocada pela Comissão Europeia, que implica reformas no SNS , no mercado de trabalho, nas pensões, entre outras, cujo conteúdo não conhecemos.”

Segundo o eurodeputado não se sabe “se são reformas ou proibições de reverter reformas anteriores “pelo que considera todo este processo está a ser marcado por “uma absoluta falta de transparência, ou seja, nós não sabemos o que foi imposto ou proibido pela comissão e se a mesma irá utilizar, como fez no passado, a libertação de fundos comunitários para condicionar a agenda política do governo e as reformas que são ou não implementadas no país

“Os portugueses têm o direito de saber que tipo de reformas foram colocadas em cima da mesa e se o governo vai aceitar pressões da comissão europeia para implementar ou não, seja que reformas foram, por causa de pressões da comissão associadas à libertação de fundos.”