Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Out. 2021

Na Revista de Imprensa desta sexta-feira, dia 08 de outubro, contámos com o comentário do eurodeputado José Gusmão do Bloco de Esquerda.

Foram vários os temas abordados, nomeadamente a negociação do Orçamento de Estado para 2022 e o impacto da inviabilização do Bloco de Esquerda do Orçamento de Estado anterior nas eleições autárquicas 2021.

Relativamente ao primeiro tema, a negociação do Orçamento de Estado para 2022, o eurodeputado do BE José Gusmão referiu “o nosso espírito é semelhante ao do orçamento passado e as nossas prioridades políticas também,” revelando que “continuamos a insistir na importância de reverter as reformas, feitas na assolação de trabalho durante o tempo da troika.” Para José Gusmão “não podemos encarar a recuperação desta crise económica com as leis laborais de Passos Coelho, e nem é possível construir acordos à esquerda com base nesse pressuposto.”

Relativamente à área da saúde, o eurodeputado refere que o Bloco de Esquerda já teve “compromissos que não foram cumpridos, no sentido de atingir metas de contratação de médicos que permitam ao Serviço Nacional de Saúde dar resposta a um período difícil que vêm por aí,” acrescentando que “embora a pandemia já não esteja a sobrecarregar tanto o Serviço Nacional de Saúde, criou também problemas noutras áreas dos cuidados de saúde que foram ficando para trás, perante a urgência da pandemia.”

A recuperação do SNS “tem que ser feita, apostando nas instituições que realmente responderam à pandemia, não vale a pena o Governo continuar a queixar-se que os concursos não são preenchidos, enquanto rejeita as propostas que o Bloco foi fazendo para assegurar que o Serviço Nacional de Saúde tenha condições para disputar esses profissionais ao setor privado,” concluindo que o setor privado e os seus profissionais “como se viu com a pandemia desaparecem em combate.”

Para além destas propostas do BE, segundo José Gusmão, “há também um conjunto de propostas em relação às políticas sociais e há uma questão de emergência que tem que ser colocada em cima da mesa, que é a questão da energia, dos preços da eletricidade e da necessidade de aliviar a fatura das famílias,” acrescentando que “somos um dos países da União Europeia com maiores índices de pobreza energética e somos o país da União Europeia onde o preço da eletricidade é mais caro em relação ao poder de compra” destacando que “ isso implica atacar de vez, as rendas das empresas de eletricidade e esse é um compromisso que tem sido muito difícil de obter da parte do Governo.”

Relativamente ao último tema, o impacto da inviabilização do Bloco de Esquerda do Orçamento de Estado anterior nas eleições autárquicas 2021, o eurodeputado do BE José Gusmão referiu eu penso que as pessoas separam o plano das eleições locais das eleições nacionais”, dando como exemplo o PCP que “viabilizou o último Orçamento de Estado e teve uma das maiores derrotas autárquicas da sua história,” destacando que “não me parece que haja qualquer relação entre as duas coisas, as pessoas votam nas autárquicas sobretudo com base em fatores locais.”

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