25 Jun. 2022
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Alentejo

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 10 Dez. 2021

 

Na Revista de Imprensa desta sexta-feira, dia 10 de dezembro, contámos com o comentário do eurodeputado José Gusmão do Bloco de Esquerda.

Os temas abordados no dia de hoje foram: a demissão do ex-Ministro Eduardo cabrita e a passagem da idade da reforma para os 66 anos de idade.

Relativamente ao primeiro tema, o Eurodeputado começou por referir “o Ministro acaba por cair por causa de um acontecimento trágico, mas eu penso que as razões fundamentais que deveriam ter conduzido a esta demissão, estão relacionadas com a extraordinária inépcia política com que geriu um conjunto de dossiers, inclusive dossiers onde o ministro foi capaz de criar problemas onde não existiam.”

José Gusmão refere igualmente “ficou uma certa sensação de que o Ministro foi segurado pelo primeiro-ministro para lá de tudo o que seria razoável, e só cai no quando há eleições antecipadas, uma decisão que eu acho que era incompreensível para uma grande parte das pessoas, incluindo apoiantes do governo.”

Para o nosso comentador o Ministro acaba por cair porque “se tornou demasiado embaraçoso em período de campanha eleitoral.” Considerando ainda que tudo isto é #uma enorme coincidência uma vez que a sua demissão já tinha sido pedida diversas vezes” salientando que “o próprio BE que não costuma centrar a sua atuação em pedidos de demissão acabou por conclui que se estava perante um problema de incapacidade do próprio ministro para gerir dossiers políticos.”

O Eurodeputado deu como exemplo o caso do SEF que na sua opinião “foi um caso dramático desse ponto de vista porque punha em causa a credibilidade do estado português e das suas forças de segurança”

No que diz respeito à idade da reforma que, devido à pandemia, regressa assim aos 66 anos de idade, o eurodeputado adiantou “o mecanismo que ajusta a idade da reforma sempre foi para o bloco de esquerda uma fonte de grandes dúvidas” acrescentando “a idade da reforma tem progredido e o BE tem tido algumas intervenções nesta matéria, nomeadamente no que diz respeito às várias questões das longas carreiras contributivas e ás reformas antecipadas e da dupla penalização de algumas pessoas.”

Em relação à questão da dupla penalização de algumas reformas antecipadas, José Gusmão acrescentou ainda “ a questão já tinha sido condenado pelo antigo ministro Vieira da Silva, e veio agora ser condenada pela OCDE, através de um relatório sobre as pensões em Portugal, no qual é referido o facto de ainda haver reformas com dupla penalização, o que as coloca numa situação de desigualdade em relação às restantes.”

Sobre esta matéria da idade da reforma considera “há ainda um longo caminho a percorrer para fazer justiça às pessoas que em muitos casos trabalharam bem para lá do que é uma carreira contributiva normal “acrescentando, por fim, “sobretudo nos anos da geringonça foi possível corrigir algumas injustiças mas penso que ainda há muita coisa a fazer para fazer justiça às pessoas que trabalharam uma vida inteira.”

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