07 Dez. 2022
 
Revista de Imprensa
09:30

Alentejo

Comentário semanal do Eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário(c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  18 Nov. 2022

 

 

Na Revista de Imprensa desta sexta-feira, dia 18 de novembro, contámos com o comentário do Eurodeputado José Gusmão do Bloco de Esquerda.

Os temas abordados no dia de hoje foram: falhas de segurança com riscos muito elevados detetadas no SIRESP, a subida das pensões caso o custo de vida se agravar mais de 7,4% e greve na função pública deixa o país parado esta sexta-feira

José Gusmãio, em relação ao primeiro tema, começou por referir “Isto é uma novela sem fim à vista, penso que começa a ser difícil perceber e não tenho competência para me pronunciar sobre o assunto se vale a pena continuar a trabalhar sobre esse sistema ou se deve tentar partir para um processo novo.”

O nosso comentador a este propósito refere ainda “uma coisa é certa o problema tem de ser resolvido , já teve consequências gravíssimas como todos sabemos e seria bom que não ficássemos à espera de voltar a precisar do sistema e o mesmo voltar a falhar para tomar uma decisão.”

Trata-se, como refere de “ uma novela indeterminável e não se compreende que anos depois o sistema ainda estejam resolvidos todos os problemas que foram identificados

No que diz respeito ao segundo tema, o Eurodeputado do BE refere “ o que é importante perceber e é muito importante que todas as pessoas tenham consciência disto é que o que está a ser chamado de atualização é na realidade uma não atualização , ou seja, houve uma antecipação do aumento que deveria existir no próximo ano com a lei da atualização automática das pensões e esse aumento vai ser deduzido ao que seria a atualização” acrescentando “portanto aquilo que está em causa é que de facto a soma da atualização com o adiantamento que foi pago já em 2022 e que corresponderia à atualização justa das das pensões ou seja à à neutralização do efeito da inflação.”

José Gusmão salienta igualmente que “como a atualização vai ser feita sobre o valor atual das pensões e portanto o adiantamento é pago uma vez e é deduzida a atualização das pensões o que vai acontecer em 2023 é um corte das pensões, violando a regra de atualização automática das pensões .”

No que diz respeito ao terceiro e último tema, o Eurodeputado do Bloco de Esquerda salientou “ acho que é muito importante perceber que o que se está a passar com a função pública que ,como se sabe, teve um aumento perfeitamente irrisório em 2022, num ano em que a inflação disparou, e estamos a falar de cortes que poderão ascender no final no final do ano a 8, 9% se se mantiver a dinâmica da inflação .”

Para José Gusmão “há uma série de setores da administração pública , como a saúde em que começa a haver uma enorme dificuldade em reter profissionais qualificados porque têm opções no privado e têm opções no estrangeiro e portanto, quando se opta por uma política de sacrifício dos funcionários públicos de cortes salariais reais nos funcionários públicos que serão avultadíssimos em 2022 ou seja não há paralelo.”

Aproximamo-nos de uma situação com a evolução da inflação que temos vamos ter o maior corte alguma vez imposto à função pública, maior do que no tempo da Troika e a consequência disso a que vamos assistir , aliás já estamos a assistir e vai agravar-se ,é a saída de profissionais de uma série de serviços públicos absolutamente fundamentais para o país levando a uma degradação dos serviços públicos” refere ainda o nosso comentador.

Depois do orçamento de Estado para 2023 ter sido aprovado poderá esta ser a primeira de muitas greves e não há forma de impedir esta contestação” conclui José Gusmão.

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