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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (C/SOM)

Revista de Imprensa 02 Jul. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 2 de julho, abordou aos microfones da Rádio Campanário a questão da TAP e a abertura das fronteiras e do desconfinamento.

Sobre a nacionalização da companhia aérea TAP refere que é “uma nacionalização, na qual o Estado ficará com a maioria do capital, ou seja, já tem praticamente metade, comprando agora a uns acionistas privados a sua participação, fica com maioria. Isso leva-nos à questão se o Estado deve ou não manter-se em empresas que são públicas. Não sou liberal nem nunca fui e, portanto, acho que o Estado deve estar em alguns setores onde deva ajudar os mais desfavorecidos. Em relação à TAP, sabemos que no seu histórico tem sido há muitos anos um sorvedor de dinheiro público”.

Questionado sobre a real necessidade da TAP ser nacionalizada, o eurodeputado refere que é “muito importante que Portugal tenha a chamada companhia de bandeira, a TAP, mas não acho que a TAP a deva ser uma empresa pública. A privatização da TAP foi negociada pelo PS em 2011 com Troika. Muitas vezes acusam a coligação do PSD-CDS de ter tido essa poção privatizadora quando se esquecem que a esmagadora maioria das empresas privatizadas foi negociada pelo PS. Tenho muitas dúvidas que a TAP seja um desses casos onde o estado deve estar e não tenho uma posição definitiva”.

Sobre a reabertura das fronteiras, Nuno Melo afirma estar “muito preocupado porque o desconfinamento está a correr muito mal, há regiões altamente populosas e outras menos, como o Alentejo, que estão neste momento a sofrerem surtos por causa do desconfinamento e esta questão da abertura de fronteiras, eventualmente, para render votos, não me parece que vá resultar”.

Perante a futura existência de uma vacina o centrista afirma que “acreditando na comunidade científica nós teremos a prazo a descoberta de uma vacina ou medicamentos mais eficazes, de acordo com os especialistas, mais ou menos para os meses de março/abril do próximo ano. Tendo em conta que a situação começa a ficar descontrolada, nomeadamente para Portugal, faria ou não mais sentido uma postura mais restritiva durante estes meses, ainda que penalizando um bocadinho mais a economia”.

Questionado sobre as repercussões que haveria para Portugal caso se mantivessem as fronteiras fechadas e o país em confinamento, o euro deputada relembra que existem “dois valores em cima da mesa, um é a economia, outros são as vidas humanas, principalmente os mais idosos. É bom que as pessoas tenham noção de como esta doença é terrível. Não se trata de chegar a um hospital, colocar uma máscara de respiração e a pessoa esperar que se recupere. São tratamentos altamente dolorosos em que a pessoa é entubada. As pessoas não julguem que é uma brincadeira, tanto podem ser os nossos pais, como os nossos avós, como podemos ser nós”.

“A abertura de fronteiras tem a consequência de entrar toda a gente, não estamos a abrir fronteiras a espanhóis, estamos a abrir fronteiras ao mundo inteiro e por isso sou de opinião de, nesta fase, haver um controlo de fronteiras até que se descubra uma cura. No aeroporto de Lisboa não há controlo nenhum, é tudo completamente falso, ao contrário do que sucede na Madeira e Açores onde há restrições”.

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