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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 21 Jan. 2021

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 21 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário as medidas hoje a apresentar pelo Governo, nomeadamente no que diz respeito ao encerramento das Escolas.

Sobre esta matéria, Nuno Melo referiu “ nós temos um governo que anda permanentemente atrasado em relação à realidade e por isso anda sempre a correr atrás do prejuízo, o que é trágico para uma população que vê o Serviço Nacional de Saúde a ficar incapaz de dar resposta aos problemas e as pessoas a morrerem em muito maior número.”

O Eurodeputado acrescentou ainda que “ quando o mundo confinou, Portugal relaxou “ dando o exemplo do que aconteceu no passado mês de Julho o número de doentes era muito superior ao que no início de 2020 tinha justificado um confinamento, o governo o sinal que deu foi de relaxamento e as pessoas que vão para férias” acrescentando que “as pessoas seguem os exemplos das autoridades.”

Nuno Melo adianta que, depois das férias, “quando em setembro/outubro os números dispararam, em vez de o governo fechar em relação ao Natal e Ano Novo como devia ter feito, permitiu o que se viu e agora o descontrole é absoluto.”

O que temos é o resultado direto de erros sucessivos de um governo que se tem mostrado incapaz no combate a uma pandemia e que de repente leva Portugal a estar nos três piores lugares do mundo.”

Nuno Melo referiu também que, “no resto do mundo, desde julho, não se decidiu como se decidiu em Portugal.”

No que diz respeito às eleições do próximo Domingo, Nuno Melo referiu “não achar normal que vão juntar pessoas em filas à espera “ realçando ser inaceitável “ com o número de mortos a subir todos os dias, pessoas em filas enormes à espera para votar antecipadamente e o comentário do Ministro da Administração interna foi que se tratava da festa da democracia” acrescentando ainda o exemplo das comemorações do 25 de Abril no Parlamento.

É desta forma que nós estamos a combater a pandemia em Portugal e é por isso que nós estamos piores que no resto do mundo”, acrescentou.

Questionado sobre a possibilidade de adiamento destas eleições, o eurodeputado disse “é uma questão de racionalidade. As pessoas estão a morrer “ acrescentando “a democracia não morre se tivermos que adiar dois ou três meses as eleições e caso tivesse havido acordo, as eleições tinham sido adiadas chegando a haver auscultação de partidos para saber o que pensavam sobre isso. Se não houvesse possibilidade de adiar as eleições não tinha havido auscultação nenhuma.”

Nuno Melo refere que caso as eleições tivessem sido adiadas “ninguém morria por causa disso, podem é morrer pelo não adiamento porque no país todo não temos todos as mesmas condições para realizar eleições onde vão a correr milhões de pessoas “ comparando a informação avançada de que ainda não é conhecido o papel das escolas na transmissibilidade do vírus, também não sendo conhecido o papel das eleições na transmissibilidade do mesmo.”

Na opinião do Eurodeputado o que tem faltado em Portugal na gestão da pandemia “é senso”.
O Eurodeputado comentou ainda as declarações proferidas pelo Eurodeputado espanhol, Esteban González Pons a propósito do caso da nomeação de José Guerra para procurador europeu, tendo o mesmo referido “as mentiras devem ter consequências e que corromper o estado de direito não pode passar impune” Sobre esta afirmação do eurodeputado espanhol, Nuno Melo referiu que “eu tinha apresentado uma queixa à provedoria de justiça europeia e ontem mesmo, a procuradora respondeu que está muito preocupada com este caso.”

O eurodeputado acrescenta ainda que “eu, tal como o Paulo Rangel, tivemos oportunidade de interpelar o primeiro ministro sobre o tema, mas o primeiro ministro desvalorizou e mandou a secretária de estado responder para dizer coisa nenhuma.”

No momento em que se cria a procuradoria europeia que existirá para combater crimes e a corrupção, quando o princípio da separação de poderes implica que uma coisa seja a justiça, outra seja a política, é escolhido o primeiro procurador português, com base em informações falsas, e é esta pessoa que é nomeada e temos que achar que isto é norma mas não é normal”, realça.

Nuno Melo sublinhou ainda que a provedoria nasce manca, sob suspeição e principalmente com violação daquilo que são regras básicas de um estado de direito pelas mãos de um governo, que é o governo português e isso envergonha-me muito.”

Nuno Melo abordou por último as últimas sondagens para as eleições presidenciais que dão números muito baixos para o CDS, tendo o mesmo referido “ com muita pena minha pois tenho o CDS como um partido fundador da democracia portuguesa com extraordinários quadros transversalmente nas autarquias, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, e por isso entristece-me muito e até me angustia ver esta situação.”

Por último, refere ainda “quero acreditar que o futuro nos passa trazer melhores tempos. Não é pelo CDS mas sim por Portugal.”

Questionado sobre para onde terão ido os eleitores do CDS, Nuno Melo responde “ eu quero ainda acreditar que as sondagens possam não refletir a realidade” acrescentando “esta fragmentação da direita e o surgimento de novos partidos, que isso possa justificar alguma transmissão de votos.”

 

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