27 Out. 2021
Nuno Rocha
Madrugar
07:30-09:00

Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 07 Out. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 7 de outubro, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP.

Foram vários os temas abordados, nomeadamente a negociação do Orçamento de Estado para 2022, o caso de João Rendeiro e dos lapsos da justiça neste e noutros casos e, por último, a candidatura de Nuno Melo à liderança do CDS-PP.

Relativamente ao primeiro tema, a negociação do Orçamento de Estado para 2022, o eurodeputado Nuno Melo referiu que as negociações deverão incidir nos entendimentos entre o PS e os partidos à sua esquerda, o que significa, pela matriz ideológica, que, cada vez mais, pretendam entrar no bolso dos contribuintes portugueses”

Nuno Melo sublinhou que “nós temos portugueses com um poder de compra baixo, tendo em conta a média europeia, mas depois, por exemplo, pagam de eletricidade e combustíveis como nunca por causa de impostos, mais de 60% do valor dos combustíveis são impostos, dependem do Estado e cada Alentejano sabe quando vai a uma bomba de gasolina quanto lhe custa encher um depósito.” Também “o preço da eletricidade em casa triplicou, temos um governo que é socialista que “sempre que pode enche a boca com a expressão povo”, mas que naquilo que são despesas fundamentais do dia a dia desse povo, o onera com encargos que a maior parte das vezes não consegue suportar”

Tudo isto, segundo o eurodeputado “é um dado gravíssimo que deveria ser tratado também na negociação orçamental, porque se há prioridade que o Estado deveria ter, não tem que ver com receitas, seria a de baixar impostos,” acrescentando que hoje pagam-se de impostos em Portugal como em poucos países da União Europeia, num país onde se ganha muito menos, isto é trágico e tem que ter uma solução, não é normal e as pessoas já não aguentam.”

Ainda sobre o primeiro tema e em relação ao orçamento de estado nas negociações entre o Governo, o PCP e BE, Nuno Melo refere que “acho que vão acabar por se entender, embora o PCP tenha percebido que esta aproximação do PS lhe está a sair muito cara, desde a criação da geringonça,” acrescentando que “como se viu agora em 2021 perdeu novamente autarquias, também no Alentejo, que eram suas desde há muito.”

No que diz respeito à negociação, Nuno Melo destaca que “acho que o PS tentará e conseguirá entendimentos à esquerda, com o BE e com o PAN, e acabará por ser aí que descobrirá as soluções,” acrescentando que as “soluções serão obviamente à esquerda e passarão pela tributação de mais impostos.”

No que diz respeito ao segundo tema, o caso de João Rendeiro e dos lapsos da justiça neste e noutros casos. O caso de João Rendeiro está cada vez mais envolto em polémica, o mandado de detenção europeu de João Rendeiro foi corrigido após um lapso, o alerta para este lapso foi dado pelo sistema de segurança interna que pediu entretanto ao tribunal que reformulasse o documento.  Sobre este assunto Nuno Melo refere que “Hoje em dia, instituições fundamentais do Estado vivem uma profunda crise, pela falta de credibilidade e pela falta de confiança que nelas os cidadão sentem,” acrescentando que “eu tenho a justiça como uma válvula de escape que ajuda a reduzir as frestas do sistema político, nomeadamente quando falamos de corrupção, colarinhos brancos e muitos outros,”

Para Nuno Melo o drama da justiça assenta na incapacidade dos magistrados conseguirem “traduzir o sentimento comum da população,” referindo que “o juiz quando lavra uma sentença tem que traduzir essa sentença”, continua afirmando que, “nós hoje, quando assistimos a decisões como as do Juiz Ivo Rosa, e a de alguns outros magistrados, de repente parece que só estão do lado dos delinquentes e de quem comete crimes, validando tudo o que os ajude, e raramente dando resposta a vitimas.”

“Todo o sistema judicial que disso padece, e percebe-se isso em múltiplas decisões, pessoas que cometem crimes, que são descobertas e capturadas por agentes da Polícia que correm todos os riscos, mal pagos e muitas vezes pagando o custo que tem o uso da violência necessária, apresentam essas pessoas a juízes não são condenados ou conseguem fugir como João Rendeiro e outros,” destaca Nuno Melo.

Sobre o caso em concreto de João Rendeiro, o eurodeputado refere que “é evidente que uma pessoa como João Rendeiro, já tinha tido condenações, independentemente de não terem transitado em julgado, mas sabendo nós que tem bons advogados e que tem meios para ir para onde quer, o mínimo que se exigia era que lhe retirassem o passaporte e não o fizeram porquê?”

“Nós temos hoje em dia magistrados que encaram uma espécie de proletarização da justiça, quem comete crimes é tudo bonzinho, há sempre uma desculpa, umas justificações sociológicas deem-se-lhes todas as oportunidades,” concluindo que a imagem que se retira destas situações não é a melhor.

Sobre o último tema, a sua candidatura à liderança do CDS-PP, referiu que para já não pode adiantar muito “pela simples razão de que eu fiz o anúncio para a minha apresentação, que será feita no Porto, no Palácio da Bolsa pelas 15h.” A escolha do local foi o Porto por ser uma “cidade emblemática para o CDS, por razões históricas.”

Concluiu que “tinha dito antes de apresentar esta candidatura, que a decisão não dependeria de resultados autárquicos, dependeria da avaliação do Secretario Geral do partido e, na base dessa avaliação geral, decido apresentar uma candidatura com pressupostos que anunciarei no próximo sábado.”

 

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