05 Dez. 2021
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Revista de Imprensa

Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 11 Nov. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 11 de novembro, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP. Foram vários os temas abordados, nomeadamente a crise interna do CDS-PP; a possibilidade de acordos entre o PS e os partidos de direita; e ainda a posição da UE sobre a atual crise política portuguesa.

Nuno Melo começou por começou por referir que o cancelamento do congresso “veio trazer uma grande perturbação ao CDS que, eu reconheço, está a prejudicar do ponto de vista eleitoral um partido que foi sempre o meu”. Por outro lado, “também fui recebendo apelos para que se tentasse chegar a um entendimento que ajudasse a superar essa situação e eu manifestei sempre a minha disponibilidade”, dizendo “eu estou disponível para entendimentos – até para que depois do congresso integre elementos da outra parte, para que junto tentemos superar estas dificuldades – desde que o congresso se faça”.

Contudo, “entretanto, já sei que o presidente do partido já veio a dizer que não há congresso nenhum, lá está agarrado ao poder e será o CDS então, ao que parece, para já, o único partido democrático que irá a votos nas próximas eleições legislativas, sem congresso feito, com um líder fora de mandado e sem qualquer moção de estratégia aprovada”.

Questionado sobre se estaria disposto a apoiar Francisco Rodrigues dos Santos, caso saísse derrotado nas eleições internas, Nuno Melo reitera que “claro que sim, desde que houvesse esse entendimento”, sobre fazer eleições. “Imagine, tínhamos o congresso, eu perdia e estaria do lado de quem venceu a lutar para as eleições legislativas, como é suposto”, contudo, sublinha que nesse cenário “os militantes teriam oportunidade de se pronunciar”.

Assim, como teve oportunidade de explicar na semana passada, “apresentei uma impugnação de todas as deliberações” que levaram ao cancelamento do congresso, e “aguardo a decisão que há-de vir daqui a poucos dias, espero, mas agora nós chegámos a um ponto em que dentro do CDS o CDS já não respeita sequer o tribunal do partido, o que também não diz muito de quem se diz democrata”.

Sobre a possibilidade de abandonar o partido, Nuno Melo é perentório ao afirmar “não, em nenhuma circunstância”, uma vez que “o CDS é o meu partido, o partido pelo qual lotei sempre muito e um partido que me deu também muito”. “Eu não sairei do CDS, a menos que seja expulso”, acrescentou.

Comentando as declarações de António Costa, que abriu as portas a possíveis entendimentos à direita, o eurodeputado centrista diz que “as mensagens são muito confusas neste momento”. A título de exemplo refere o próprio partido, que “diz que a razão de ser da aproximação do CDS ao PSD é pra combater a esquerda e em nenhuma circunstância ter conversações à esquerda”, contudo “vi ontem, por exemplo, o Dr. Rui Rio anunciar que estaria disponível para conversar com PS”. Assim sendo, se ambos “abrem esta porta”, então “devemos conceber que a possibilidade existe”.

Porém, “não sei é como é que fica o CDS, que diz que só está aqui para combater o PS, mas afinal quer coligar-se com um PSD que está disponível para conversar com o PS”, e “até por isso a clarificação dentro do CDS era importante”.

Questionado sobre como atuaria, caso fosse líder do partido, Nuno Melo diz que “procuraria os melhores quadros e talvez defendesse uma candidatura isolada do CDS, que mostrasse que podemos valer qualquer coisa por nós, mais do que conseguiremos fazer com os outros”. Pois caso venha afazer coligação “duvido que o PSD nos dê mais do que aquilo que neste momento temos no parlamento e o CDS poderia conseguir melhor”.

Ainda assim, “eu mantenho-me sempre numa posição em que a esquerda, o socialismo, é o nosso adversário ideológico, o PS, BE e o PCP são adversários políticos” e “acho que a democracia é feita de quem exerce o poder, mas também de quem faz oposição”. Conduto, isso “não invalida, que casuisticamente no Parlamento não aprovássemos diplomas que possam ser apresentados por outros partidos”. “Se os diplomas são bons e são favoráveis ao país nós não devemos votar contra só porque vem do PS ou de onde seja”.

Por fim, sobre a fator de risco referido pelas instâncias europeias, devido à crise política portuguesa, o eurodeputado do CDS diz ser “normal” que “a estabilidade seja um fator relevante, portanto é melhor ter governos estáveis a garantir aquilo que é o cumprimento de acordos, do que ter o país numa situação de instabilidade”. Ainda assim, sublinha o facto de termos “uma democracia consolidada”.

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