05 Dez. 2021
Augusta Serrano;
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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 18 Nov. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 18 de novembro, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP. Foram dois os temas abordados, nomeadamente a crise interna do CDS-PP e o aumento do número de contágios de covid-19 no país.

Sobre mais um abandono do partido, desta vez o líder parlamentar do CDS, Telmo Correia, “infelizmente o CDS tem uma direção que divide profundamente o partido, que motiva saídas, que festeja o abandono de algum dos nossos melhores” e que “trata da questão de deputados pela comunicação social”.

Nuno Melo chega mesmo a comparar o partido a “uma espécie de associação de estudantes, sem decoro, nem privacidade, nem recato e é uma pena”. Especificamente sobre Telmo Correia “só posso dizer que tem sido justamente considerado, ao longo dos diferentes mandatos, das diferentes legislaturas, como um dos melhores tribunos na Assembleia da República”.

Por isso, “só posso congratular-me por o CDS ter podido contar com Telmo Correia, que eu sei que é um dos nossos melhores”.

Questionado sobre possíveis soluções ou travões, Nuno Melo diz que, após a direção “anular” a realização do congresso que estava previsto, isso “lançou o partido numa forte conturbação interna, numa espécie de estado de sítio, que faz com que hoje tudo seja muito mais difícil”.

Assim, isso “fez com que quem não se revê nesse neste sequestro democrático tenham decidido sair”. “Infelizmente, este é o maior tributo desta direção, que deste ponto de vista é a mais nefasta que o CDS já teve nos seus anos de história”.

Ainda sobre a sondagem que o dá como preferido para a liderança do partido, Nuno Melo diz que “é um sinal que a direção devia ver, mas ignora porque vive numa espécie de bolha”. Sublinhando que o CDS será “o único partido democrático que irá a votos com um líder fora de mandato, sem uma moção de estratégia aprovada e sem congresso”. Por isso, “quem vota, quer mudanças no CDS”, conclui, com as quais “estaria disposto a apostar mais no partido, do que com esta situação”.

Contudo, “como para esta direção tudo o que interessa a ilusão de alguns deputados que consigam caridade e misericórdia do PSD, porque sonham, apesar de muito jovens, com a possibilidade de alguns poderem chagar a secretários de estado ou ministros”, então “tudo o resto vão a sequestro do partido”.

No que diz respeito ao aumento de contágios em Portugal e na Europa, Nuno Melo diz que, baseando-se nos especialistas que ouviu, “se nós conseguirmos ter algum cuidado até à próxima primavera, provavelmente conseguiremos a partir daí vencer esta situação pandémica”.

Apesar do número de pessoas infetadas, com a chegada do inverno, o eurodeputado sublinha que “as consequências do ponto de vista de internamentos e hospitalização, para si próprios não é tão grave”, apesar de “para o SNS não deixe de significar uma sobrecarga que não é desejável”. Assim, “devemos estar todos preparados para algumas restrições que sairão muito em breve”, à imagem do que está “a acontecer no resto da Europa”.

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