03 Dez. 2021
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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 25 Nov. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 25 de novembro, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP. Foram vários os temas abordados, nomeadamente a crise interna do CDS-PP, as críticas dos partidos de esquerda ao governo, a possibilidade de aumentos da função pública e a evolução da pandemia em Portugal e na Europa.

“Mais uma vez vamos ter um Conselho Nacional feito à distância, virtualmente, convocado com urgência, quando não há nenhuma necessidade de urgência e sendo que ainda nenhuma decisão foi ainda comunicada quando à minha impugnação do anterior”

O que representa uma “continuação” do anterior, e “pressupõe a suspensão de um congresso, sendo que a suspensão desse congresso foi por mim impugnada”. Desta forma, acrescenta, “depois da suspensão do congresso, parece que temos também uma suspensão do Conselho Nacional de Jurisdição, que é o tribunal do partido e que não decide a minha impugnação”, diz Nuno Melo.

Assim, neste impasse e à beira das eleições legislativas, “lá vamos novamente com o partido fragilizado a votos”, lamenta o eurodeputado. Uma vez que “a ambição de alguns poucos, foi posta acima de tudo, num partido que é fundador da Democracia em Portugal”.

No que diz respeito às críticas da esquerda ao PS e ao Governo, Nuno Melo diz que “o normal é que os partidos à esquerda travem os seus argumentos, cada vez com mais veemência para justificarem os votos em si e não nos outros”. Contudo, “eu estou convencido que depois das eleições lá arranjarão novas formas de entendimento, dependendo também da composição parlamentar”.

Ainda assim, “não há nenhuma úvida que os partidos à esquerda do PS terão que pagar uma instabilidade política que nenhum de nós desejava”, uma vez que “a forma como este orçamento chumbou foi razoavelmente absurda porque havia mais de uma possibilidade de se votar na generalidade a aprovação”, sendo que “depois na especialidade avaliariam se tinha pernas para andar”.

Porém, o que “o PCP e o BE quiseram fazer foi realmente chumbar logo o orçamento, porque depois das eleições autárquicas entenderam esta aproximação ao PS lhes estava a custar caro, principalmente ao PCP”.

Questionado sobre possíveis negociações entre o PS e os partidos à direita, Nuno Melo lembra que primeiro acontecerão as diretas do PSD, onde “Rui Rio manifesta vontade ou pelo menos disponibilidade para conversar com o PS”, da mesma forma que “há no PS quem defenda essa ideia, portanto não está fora de equação um entendimento ao jeito do Bloco Central”.

Ainda assim, frisa a incoerência da posição do CDS-PP, uma vez que “o presidente do meu partido dizer repetidamente que os entendimentos com o PSD, que são pedinchados, têm que ver com a necessidade de derrotar o PS e a esquerda, a partir do momento que o PSD coloca essa possibilidade de entendimentos à esquerda, o CDS acaba por ficar neste estado”.

No que diz respeito às declarações, do Ministro das Finanças, João Leão, sobre a possibilidade de atualizar salários na função pública, Nuno Melo diz que “na verdade acho que o governo nunca saiu de campanha, que essa é uma característica muito nítida deste PS”.

Por outro lado, “o que é mais grave é perceber, nesta perspetiva, uma espécie de um país de dois sistemas”, no qual “quem é funcionário público atinge níveis salariais e adquire direitos que depois são impossíveis ao setor privado, de uma forma muito injusta”, salienta. Até porque “a função pública vive dos impostos ao setor privado”.  

Porém, Nuno Melo salienta que “não estou com isto a dizer que os salários mais altos não são desejáveis, que obviamente são para qualquer pessoa que trabalha”, contudo “este desfasamento entre o público e o privado é que eu acho injusto, num país que está muito longe de resolver grande parte das suas dificuldades”.

Sendo que “no que tem que ver com o setor privado, onera este setor largamente com o preço dos combustíveis, com o preço da energia, com os impostos”, o que “torna cada vez mais difícil ser empresário e através disso pagar salários em Portugal”.

Por fim, do que diz respeito ao avanço do nível de contágios em Portugal, o eurodeputado Nuno Melo, sublinha que é preciso ter noção que também “no centro da Europa desde logo as coisas estão a piorar muito rapidamente em países como a Alemanha, a Bélgica ou a Suécia e aparentemente esta tendência vem caminhando par ao sul da Europa”. Salientando a possibilidade de “antecipar” situações piores através de medidas de prevenção.

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