11 Ago. 2022
 
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15:00-17:00

Comentário semanal do Eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Nuno Melo, Eurodeputado do CDS no Parlamento Europeu. Nuno Melo, Eurodeputado do CDS no Parlamento Europeu.
Revista de Imprensa Escrito por  21 Jul. 2022

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 07 de junho, contámos com o comentário do Eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP. Foram abordados os temas: o debate do Estado da Nação, a subida da taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE) e a situação dos incêndios em Portugal.

 O primeiro tema abordado foi o debate do Estado da Nação, realizado ontem, no Parlamento Português. O do Eurodeputado do CDS-PP regista o facto de "tantos anos depois de Governo e meses depois de uma maioria absoluta, perante problemas que são concretos e graves, da saúde às infraestruturas passando pela educação ou pela segurança" o Primeiro-Ministro, António Costa, "ter como melhor resposta: 'eu reconheço que há problemas, mas é por isso que nós estamos aqui'", dizendo que é exatamente o que não devia ter acontecido, defendendo que o que era expectável era o Governo apresentar um país com um cenário melhor.

Sobre os anúncios feitos por António Costa, para setembro, o Eurodeputado Nuno Melo sublinha que "o Dr. António Costa ascendeu ao poder tendo perdido eleições, em 2015, desde 2015 que governa Portugal e o que temos é o resultado da governação fracassada", afirmando que "com a casa toda a arder anuncia medidas que não concretiza" e refere que os portugueses sentem cada vez mais na pela a subida da inflação. Nuno Melo, refere ainda que até há bem pouco tempo teve oportunidade de sugerir medidas para mitigar o impacto da inflação na vida das famílias como a redução temporária à taxa zero "do IVA dos produtos alimentares", referindo ainda que uma medida deste tipo não precisa da ajuda de Bruxelas, mas apenas de decisão política. Melo vai ainda mais longe ao referir que, neste momento, o "Estado é a única entidade que está a lucrar com a crise. Até maio, o Governo arrecadou mais de 3 mil milhões de euros" e aponta que as famílias e as empresas continuam se sacrificam para poderem "sobreviver". "O Dr. António Costa tem a crise, tem uma taxa recorde de impostos e depois tem também 'conversa'" no Parlamento onde afirma que falta uma oposição capaz.

No debate do Estado da Nação, estreou-se também Joaquim Miranda Sarmento enquanto líder parlamentar dos sociais-democratas. Escusando-se a fazer uma apreciação ao seu desempenho político, Nuno Melo deseja "que o espaço político do centro-direita cresça para que exista uma alternativa ao Partido Socialista e isto equivale o PSD crescer e equivale o CDS crescer também. É muito importante que Portugal resgate o CDS para a democracia, para o lugar que lhe cabe na Assembleia da República", recordando que o partido que representa "ajudou a fundar e a consolidar a democracia" no nosso país. Nuno Melo espera ainda que, nos próximos tempos, o Partido Socialista volte a ter uma alternativa de "decência e lúcida".

Sobre as declarações de Luís Montenegro que, ontem, acusou António Costa de fazer um "folclore político" na Assembleia da República o centrista corrobora na totalidade com estas declarações e afirma que o Governo funciona como uma "agência de comunicação que faz anúncio e depois não concretiza nada", atira. Nuno Melo afirma que, neste momento, o "Governo está esgotado e dividido" e afirma que "Portugal não aguenta quatro anos disto". 

Sobre a subida das taxas de juro do Banco Central Europeu, o Eurodeputado do CDS considera que é uma medida que vai implicar "um aumento dos encargos das famílias" e considera que são "medidas de choque que não se desejam pelas dificuldades que causam às pessoas e às famílias", no entanto, refere que "há uma margem que compete aos Governos e aos Estados decidir para tentar melhorar a vida das pessoas".  Ainda sobre a atual governação, Nuno Melo, afirma que o Partido Socialista promove "dependências" porque "sabe que as dependências em relação ao Estado significam fidelidades que depois dão votos". "Muitas pessoas hoje votam no PS porque vivem presas às migalhas que o Estado dá", no entanto, considera que o suposto "seria retirar pessoas que dependem do Estado onde seja possível para as devolver ao mercado de trabalho e reduzindo os encargos do próprio Estado", "guardando os recursos que são escassos, que são pagos, para quem realmente precisa a começar pelos pensionistas e pelas pessoas que, pelas suas circunstâncias não podem mesmo trabalhar", conclui. 

Confrontado sobre a situação dos incêndios em Portugal, Nuno Melo, aludindo à tragédia de Pedrógro Grande, em 2017, questiona-se sobre como é que possível, em 2022, se verem imagens de automobilistas nas autoestradas portuguesas perante incêndios que lavr

avam de ambos os lados das estradas. "Onde é que está a reforma? Não há mecanismos de controlo de tráfego que permitam fechar as estradas antes das pessoas serem metidas no meio de um braseiro?", interroga. Para o centrista, a ausência da reforma florestal é "o que nos leva à repetição de realidades". Para lá das responsabilidades do Estado, Nuno Melo alerta para as alterações climatéricas que, de acordo com um relatório da ONU, num horizonte temporal de dez anos, afetarão em grande escala o nosso país.

 

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